Manaus
Prefeito David Almeida critica divisão de impostos do Polo Industrial: “Só 2% ficam no município”
Almeida destacou que o município é responsável por serviços essenciais como educação, saúde e infraestrutura, mas recebe a menor parcela dos recursos, ficando com uma receita menor.
Segundo Almeida, a maior parte dos tributos gerados pelo PIM não permanece em Manaus. (Divulgação)
O prefeito de Manaus, David Almeida, reclamou publicamente nesta segunda-feira (5) da distribuição de recursos provenientes de impostos federais arrecadados das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM). Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família Adalgisa Barbosa de Lima, na zona oeste da capital, ele classificou como “injusta” a fatia destinada ao município.
Segundo David Almeida, a maior parte dos tributos gerados pelo PIM não permanece em Manaus. Ele utilizou uma comparação para ilustrar sua crítica:
“De cada 100 milhões de reais de impostos pagos pelas indústrias do Distrito, 50 milhões são impostos federais, 48 milhões são impostos estaduais e só dois milhões de reais são impostos do município.”
Embora não tenha citado valores específicos de repasses, dados da Associação Amazonense dos Municípios indicam que a Prefeitura de Manaus recebeu R$ 28,6 milhões em setembro de 2025 referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mecanismo indireto de redistribuição tributária. A previsão orçamentária para 2025 era de R$ 1,2 bilhão em transferências à capital.
Responsabilidade municipal x receita limitada
O prefeito David Almeida destacou que o município é responsável por serviços essenciais como educação, saúde e infraestrutura, mas recebe a menor parcela dos recursos. “É o prefeito que tem a maior responsabilidade para administrar e tem a menor fatia do bolo de recursos”, afirmou.
Almeida também anunciou que sua gestão busca mudanças no modelo de repartição tributária, argumentando que a riqueza gerada no PIM deveria se traduzir em mais investimentos locais.
“Se [Manaus] é a quinta cidade mais rica, que essa riqueza fique aqui e que seja dividida através de serviços para a população que mora e habita esta cidade.”


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