Manaus
Incêndio em fábrica de Manaus é controlado após 21 horas de combate intenso
Uma trabalhadora sofreu queimaduras graves; 200 bombeiros atuaram no local com risco de colapso estrutural
Reprodução e Natasha Cintra/Canal92am
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) confirmou nesta quarta-feira (6) o controle do incêndio que consumiu por mais de 21 horas as fábricas da Effa Motors e Valfilm da Amazônia, no Distrito Industrial 2, zona leste de Manaus. Apesar das chamas não estarem completamente extintas, não há risco de propagação para áreas vizinhas, conforme declarou o coronel Heliton Sousa, comandante do CBMAM (veja o pronunciamento no final da matéria).
“As chamas ainda não estão completamente extintas, como é possível observar, mas não há risco de propagação. Em nenhum momento o fogo avançou para a área de floresta que fica na retaguarda dos galpões. Sobre o telhado de um dos galpões, o calor irradiado pelas chamas, principalmente no dia de ontem, foi muito intenso, capaz de causar deformação em diversos materiais, e há risco de queda do telhado, embora não possamos afirmar isso com certeza neste momento. Estamos tomando todas as ações de segurança, isolando a área para evitar acidentes.”
Vítima e esforços de resgate
Inicialmente, o CBMAM informou não haver feridos, mas a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES) confirmou que Letícia Gomes do Nascimento, 21, funcionária de uma das fábricas, foi socorrida antes da chegada dos bombeiros. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau nas pernas, braços e rosto e está em tratamento estável no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). “Ela responde bem às terapias e não corre risco de morte”, informou o boletim médico.

Divulgação
Operação de combate às chamas
Cerca de 200 bombeiros trabalharam por 21 horas para controlar o fogo nas fábricas Effa Motors e Valfilm da Amazônia. Eles usaram água e espuma sintética para combater os produtos químicos inflamáveis que alimentavam as chamas.
O calor intenso deformou estruturas metálicas e telhados dos galpões. Há risco de desabamento parcial, por isso as áreas críticas permanecem isoladas.
O coronel Sousa destacou que, apesar do calor irradiado ter danificado telhados, as chamas não atingiram a área de floresta próxima. “Isolamos as zonas críticas para evitar acidentes”, afirmou.
Causa provável do incêndio e logística
A hipótese inicial aponta que faíscas de solda atingiram produtos químicos (como thinner) na linha de produção, iniciando o fogo. O coronel Heliton Borges, subcomandante da operação, explicou:
“Mesmo com todos os recursos do mundo, materiais inflamáveis exigem tempo para ser neutralizados. Nossa logística — com água, alimentação e suporte médico — manteve a equipe operante”.
Agradecimentos e alertas
As autoridades agradeceram a solidariedade da população, mas reforçaram que a corporação estava plenamente equipada. Nenhum bombeiro se feriu, apenas trabalhadores com lesões pontuais.
“A corporação está profundamente grata pela solidariedade da população, mas é importante esclarecer que dispomos de toda a logística necessária, sem carência de suprimentos de água ou alimentação. Reiteramos nosso agradecimento à população e garantimos que a corporação está bem suprida. Quanto aos ferimentos, não tivemos nenhum bombeiro militar lesionado, apenas algumas pessoas que trabalham no local sofreram pequenos acidentes pontuais, que não comprometeram suas vidas. Hoje, cerca de 200 profissionais continuam atuando no combate.” disse Heliton Sousa.
O trânsito na região segue com restrições. A Defesa Civil continua avaliando impactos da fumaça tóxica liberada durante o incêndio.
Veja o pronunciamento:
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