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Manaus

David Almeida se declara contra ponto facultativo e defende serviço público ininterrupto em Manaus

Prefeito afirma que paralisação prejudica 252 mil alunos que dependem da merenda escolar e 15 mil pessoas atendidas pelo Prato do Povo

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Divulgação

O prefeito David Almeida (Avante) se posicionou publicamente contra a adoção de ponto facultativo no serviço público municipal durante agenda na zona rural de Manaus, neste domingo (16). Em declaração enfática, o gestor afirmou que a paralisação de atividades compromete diretamente milhares de pessoas que dependem das políticas sociais do Executivo Municipal.

“Mais de 5 milhões de pratos de comida, talvez as pessoas achem que isso é pouco, mas para quem não tem nada, o prato de comida é muito e é por isso que eu sou contra o ponto facultativo público municipal. Eu pego um bocado de peia […] e eu não vou parar minhas escolas para todo mundo passear e se divertir”, declarou Almeida.

Impacto do ponto facultativo nos serviços essenciais

O prefeito destacou que o seu posicionamento é justificado pelos 252 mil alunos da rede municipal que dependem da merenda escolar como principal refeição do dia; pelas 15 mil pessoas que são atendidas diariamente pelo programa Prato do Povo; e pelos 5 milhões de pratos de comida distribuídos através dos programas municipais.

Segundo Almeida, decretar ponto facultativo significa impedir que esses serviços essenciais funcionem plenamente. A declaração ocorreu durante vistoria das obras no ramal do Cuieiras, no quilômetro 15 da BR-174, e assinatura da ordem de serviço para recapeamento de 8,3 quilômetros do ramal da Fazenda da Esperança.

Crítica à extensão de feriados

O prefeito também criticou a prática de estender feriados ao longo de todo o fim de semana, especialmente no setor público. Citando como exemplo o próximo feriado do dia 20 (quinta-feira), Almeida foi taxativo: “Não é porque eu sou servidor público que eu paro na quinta, tenho que parar na sexta e só volto na segunda. Isso daí não pode acontecer, eu sou contra o ponto facultativo no serviço público”.

Almeida argumentou que a gestão não atrasa salários nem benefícios e que essa estabilidade demonstra o compromisso dos servidores com a população. “Que nós, como servidores públicos, possamos servir ao público, essa é a nossa premissa”, finalizou.

Veja o pronunciamento: