Brasil
Sargento da PM é preso suspeito de matar esposa capitã; vítima tinha marcas de chicote e traumatismo craniano
Eduardo Abner Pereira, de 37 anos, levou a mulher, a capitã Michelle Leão Azevedo, de 41, ao hospital já sem vida. Casal tinha histórico de dominação física consentida, segundo suspeito, mas família fala em controle psicológico
Reprodução
Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso sob suspeita de assassinar a esposa, capitã da mesma corporação, em um crime ocorrido no apartamento do casal na região nordeste de Belo Horizonte. Eduardo Abner Pereira, de 37 anos, levou a vítima, Michelle Leão Azevedo, de 41 anos, ao hospital já sem vida na noite de segunda-feira (20). Imagens de câmeras de segurança registraram o militar carregando o corpo da mulher até o veículo e depois à unidade de saúde.
De acordo com a equipe médica, Michelle deu entrada no hospital por volta das 21h35 sem sinais vitais, em estado de assistolia. Os médicos estimaram que a morte havia ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada. A vítima apresentava traumatismo craniano, ferimento extenso na região frontal da cabeça, lesões nos membros inferiores, hematomas, edema na perna esquerda, marcas arredondadas na perna direita e lesões compatíveis com chicoteamento.
Versão do suspeito
Em depoimento à polícia, o sargento afirmou que ele e a esposa consumiram bebidas alcoólicas e ecstasy após uma confraternização em casa. Ele disse que o casal mantinha uma relação de oito anos com práticas sexuais envolvendo dominação física, que seriam consentidas. Eduardo alegou que o ferimento na cabeça de Michelle ocorreu após ela cair de uma escada. Ele contou que ajudou a conter o sangramento, deu banho na mulher e a colocou para dormir, afirmando que ela não quis ir ao hospital por vergonha da situação.
Segundo o militar, por volta das 21h, percebeu que Michelle não respondia aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital.
Família denuncia abuso
Familiares da capitã, no entanto, relataram à polícia que o relacionamento era marcado por controle psicológico e comportamento abusivo. Eles contestam a versão do sargento e apontam indícios de violência doméstica.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso e aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte. O sargento permanece preso à disposição da Justiça. A corporação ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.


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