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Brasil

Prazo do Desenrola 2.0 é prorrogado até 31 de agosto

Governo Federal estendeu o prazo de adesão após aumento da procura por renegociação; condições incluem descontos de até 90% e parcelamento em até 48 meses

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Reprodução

O Governo Federal prorrogou o prazo de adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. A medida, anunciada pelo Ministério da Fazenda, amplia o período para que pessoas físicas e outros públicos contemplados pelo programa possam renegociar dívidas com condições especiais, como descontos, juros reduzidos e parcelamento.

Inicialmente, o encerramento estava previsto para o início de agosto. A decisão de estender o prazo ocorreu após solicitações de instituições financeiras, que registraram aumento na procura pela renegociação de débitos. Com a mudança, pessoas com CPF de final 0 a 9 ganham mais tempo para regularizar pendências.

Quem pode participar

O Desenrola 2.0 contempla dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que estejam em atraso entre 91 dias e dois anos. Entre os débitos que podem ser renegociados estão cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Os consumidores podem obter descontos de até 90%, juros de até 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses, conforme a análise de cada instituição financeira. A expectativa do governo é beneficiar cerca de 10 milhões de famílias.

Números do programa

Até o fim de julho, o Desenrola 2.0 já havia registrado aproximadamente 3,6 milhões de renegociações, somando cerca de R$ 22 bilhões em dividas. Com os descontos concedidos, o valor total devido foi reduzido para cerca de  4 bilhões.

Além de pessoas físicas inadimplentes, o programa possui modalidades voltadas para estudantes com contratos do Fies, micro e pequenas empresas e produtores rurais, cada uma com critérios específicos. Em algumas modalidades, é possível utilizar parte do FGTS para amortizar ou quitar dívidas.

Como aderir

O governo orienta que os interessados consultem os canais oficiais e as instituições financeiras participantes para verificar quais contratos podem ser renegociados. A prorrogação não altera as regras do programa nem exige novos recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que reduz os riscos das operações realizadas pelos bancos participantes.