Amazonas
Simeam cobra reunião com Roberto Cidade para discutir pagamentos de médicos no AM
Em reunião com CFM, FMB e CRM-AM, entidades médicas reforçaram pedido por cronograma de quitação de débitos que, em alguns casos, se arrastam desde 2024
Reprodução
O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) intensificou a pressão sobre o Governo do Estado nesta segunda-feira (4) ao reforçar o pedido de reunião com o governador Roberto Cidade (União Brasil) para tratar da regularização dos pagamentos de profissionais que atuam na rede pública estadual. O pleito foi entregue durante um encontro que reuniu representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Médica Brasileira (FMB) e do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM).
As entidades médicas cobraram um cronograma para a quitação dos honorários em atraso e manifestaram preocupação com o impacto da situação na assistência à população. De acordo com o Simeam, médicos contratados por empresas prestadoras de serviços enfrentam atrasos recorrentes no recebimento de honorários, com débitos que se acumulam desde 2024.
“O encontro nacional consolidou o apoio irrestrito das entidades federais às demandas dos médicos amazonenses, que enfrentam inadimplência crônica de honorários por parte do Governo do Estado”, afirmou o sindicato em publicação nas redes sociais.
Apoio nacional e mobilização
O presidente do Simeam, Mário Vianna, afirmou que as principais entidades representativas da medicina brasileira estão unidas em defesa dos profissionais do Amazonas e da continuidade da assistência à população.
“Ficou firmado que a união do Sindicato dos Médicos, do Conselho Regional de Medicina, da Federação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina é inabalável. Estamos juntos e vamos para a luta. A comunidade médica está muito preocupada com a possível desassistência da população”, declarou.
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O dirigente também destacou que o movimento não discute paralisação dos atendimentos. “Não se fala em greve, não se fala em deixar de trabalhar, mas nós precisamos receber nossos salários e ter melhores condições de trabalho”, afirmou.
Além do pedido de reunião com Roberto Cidade, as entidades informaram que o CFM deverá encaminhar ofícios ao Governo do Amazonas, ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e à Câmara Municipal de Manaus (CMM), cobrando providências para regularizar os pagamentos.
Dívidas acumuladas e cronograma
Segundo a Cooperativa Pediátrica de Assistência Neonatal do Amazonas (Coopaneo), o governo deixou de pagar integralmente os serviços prestados em novembro e dezembro de 2024. A cooperativa afirma que ainda tem R$ 7,3 milhões a receber referentes ao período.
A entidade também informou que acumula créditos de R$ 3,5 milhões por serviços prestados em 2025 e de R$ 6,8 milhões por atendimentos realizados em 2026.
Além disso, a cooperativa diz ter R$ 4,6 milhões a receber por serviços executados por meio da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir Saúde), responsável pela gestão terceirizada de unidades de saúde estaduais.
Na última sexta-feira (31), o Governo do Amazonas anunciou o pagamento de R$ 84milhões em honorários destinados aos médicos da rede estadual, com previsão de mais 43 milhões na próxima semana. Apesar disso, o Simeam mantém a cobrança por um cronograma permanente de pagamentos e por melhores condições de trabalho.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que os pagamentos pelos serviços prestados em 2026 estão sendo realizados conforme o fluxo administrativo previsto em lei e que elabora um cronograma de pagamento de débitos de anos anteriores de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do Estado.
Próximas medidas
Como parte da mobilização, o Simeam convocou uma coletiva de imprensa para quarta-feira (5), às 14h, na sede da entidade, para apresentar as próximas medidas diante da falta de solução para os atrasos. O Sindicato dos Médicos do Amazonas não descarta novas ações caso o governo não apresente uma proposta concreta para regularizar os pagamentos e garantir condições adequadas de trabalho aos profissionais da saúde pública estadual.


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