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Política

CPI do Crime Organizado pede indiciamento de Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Gonet por crimes de responsabilidade

Relatório final de Alessandro Vieira será votado nesta terça (14); documento tem cerca de 200 páginas e propõe medidas legislativas para segurança pública.

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Andressa Anholete e Victor Piemont – STF / Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O relatório final da CPI do Crime Organizado, com cerca de 200 páginas, pede o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A leitura e a votação do documento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foram adiadas para as 14h desta terça-feira (14).

Para Alessandro Vieira, o enfrentamento às organizações criminosas no país exige uma resposta coordenada e estruturada do Estado.

“O crime organizado no Brasil não é um problema circunscrito à segurança pública: é uma questão de soberania nacional. A resposta exige vontade política, recursos compatíveis, integração institucional e, acima de tudo, o compromisso inegociável com a legalidade e com a transparência”, afirma o senador.

Após a votação pelo plenário da CPI, o documento deverá ser encaminhado ao Ministério Público Federal.

Instalada em novembro de 2025, a CPI do Crime Organizado teve prazo de 120 dias de funcionamento, não prorrogados. Os senadores investigaram a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no Brasil. Foram realizadas 18 reuniões, com 312 requerimentos apresentados e 134 documentos analisados.

O relatório destaca a convergência entre a criminalidade violenta e os crimes financeiros, apontando como essas estruturas atuam de forma articulada para ampliar lucros e dificultar a repressão estatal. A ideia dos senadores é usar o documento como base para a criação de políticas e leis voltadas à segurança pública do país. Para isso, o relatório apresenta um conjunto de propostas legislativas no intuito de modernizar o combate ao crime organizado.