Amazonas
TCE-AM recomenda afastamento da secretária de Educação em meio a investigação de contrato de R$ 1,3 bilhão
Corte aponta descumprimento de determinações pela titular da Seduc. Conselheiros divergiram sobre medida cautelar; governo diz que ainda não foi notificado.
Reprodução
O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) decidiu recomendar ao Governo do Amazonas o afastamento da secretária de Estado de Educação e Desporto Escolar, Arlete Ferreira Mendonça, durante a Sessão Ordinária do Tribunal Pleno realizada nesta terça-feira (24). A medida ocorre em meio a uma investigação sobre irregularidades em um contrato de R$ 1,3 bilhão da secretaria.
Descumprimento de determinações
De acordo com o TCE-AM, a recomendação se deve ao descumprimento de determinações da própria Corte de Contas por parte da titular da pasta. As determinações descumpridas, no entanto, não foram divulgadas.
O pedido para inclusão da medida na pauta foi feito pelo conselheiro Ari Moutinho. Durante a deliberação, houve divergências entre os conselheiros:
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Júlio Assis Corrêa Pinheiro votou favorável ao afastamento
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Luis Fabian se posicionou contra, argumentando que não é adequado aplicar punição antes da conclusão das apurações
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Josué Cláudio de Souza Neto votou a favor, citando indícios de descumprimento de normas constitucionais
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Alípio Reis Firmo Filho acompanhou o entendimento pela recomendação
Foi declarada a suspeição do conselheiro Fabiano, que não participou da votação.
Investigação sobre contrato bilionário
A recomendação do TCE ocorre em meio a apurações envolvendo a Secretaria de Educação. O tribunal já havia admitido uma representação para investigar possíveis irregularidades em um contrato de R$ 1,3 bilhão firmado pela Seduc sem licitação.
Segundo o órgão, há indícios de irregularidades no processo de inexigibilidade de licitação, modalidade em que a concorrência pública é dispensada. A corte apontou que não foram adotados procedimentos suficientes para garantir que a contratação fosse vantajosa para a administração pública, como a comprovação de preços compatíveis com o mercado.
No dia seguinte à decisão, o próprio tribunal suspendeu o contrato.
O que diz o governo
Em nota, o Governo do Amazonas afirmou que ainda não recebeu notificação oficial da decisão:
“O Governo do Amazonas informa que ainda não recebeu notificação oficial do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e que aguarda as justificativas do órgão de contas para tomar as devidas providências.”
O processo segue em análise no TCE, que pode adotar novas medidas a depender do andamento das investigações.


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