Conecte-se conosco

Política

Fim do Mistério: Wilson Lima anuncia que fica no Governo até 2027 e descarta Senado

Governador ignora pressão da cúpula nacional do União Brasil e prioriza continuidade administrativa.

wilson-lima-eleições-canal92am

Reprodução

Em reunião estratégica com prefeitos e deputados, o governador Wilson Lima (União Brasil) colocou um ponto final nas especulações, nesta segunda-feira (2/3): ele não renunciará ao cargo para disputar as eleições de outubro.

A decisão contraria as articulações que vinham sendo feitas em Brasília por Antonio Rueda (União Brasil) e o PP, que viam em Wilson um nome natural para o Senado. Ao escolher a permanência, Lima optou por honrar o mandato integral, mantendo a caneta na mão até o dia 5 de janeiro de 2027.

“Responsabilidade, não vaidade”

Em um discurso marcado pelo tom emocional e cercado pela família, o governador destacou que a cadeira que ocupa não é palco para egos. Wilson reforçou que a decisão foi tomada após ouvir aliados e familiares, focando na conclusão de projetos estruturantes.

“A cadeira de governador não é um propósito ou projeto pessoal, não é espaço pra vaidade, pra ego… decido continuar a obra que foi iniciada nesse governo. Ficarei até o final do meu mandato”, declarou Wilson Lima.

O Impacto no Tabuleiro Político

A permanência de Wilson Lima gera um efeito dominó imediato na política do Amazonas:

  • Tadeu de Souza: O vice-governador, que assumiria o cargo caso Wilson renunciasse, permanece na vice-liderança, sem a vitrine da chefia do Executivo durante o período eleitoral.

O governador anunciou que março será um mês de “construção importante”, sinalizando que usará a janela partidária para fortalecer a base do União Brasil na Assembleia Legislativa (Aleam).

“Vou conversar com todos os deputados, por todos aqueles que estão dispostos a fazer parte desse projeto.”

Wilson reafirmou a parceria com o presidente da Aleam, Roberto Cidade, e com os prefeitos do interior, garantindo que os repasses e obras de infraestrutura e habitação não sofrerão solução de continuidade.

Pressão nacional x estabilidade local

A movimentação em torno do nome de Lima não era infundada. Nos bastidores de Brasília, o diretório nacional do União Brasil, sob a liderança de Antonio Rueda, vinha articulando junto ao PP (Progressistas) a viabilidade de uma candidatura legislativa para o governador. Apesar do prestígio junto à cúpula nacional e do capital político acumulado, Wilson Lima optou por ignorar o “canto da sereia” do Congresso Nacional em prol da estabilidade local.

Veja o vídeo: