Brasil
PM agride companheira em bloco de Carnaval, confronta colegas e é preso
Soldado Marcelo Ramos Araújo retirou a mulher de carro à força, deu tapa e só foi contido com uso de spray de pimenta e bastão. Vítima também é PM e já havia se afastado por agressões e ameaças frequentes.
(Reprodução)
Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo foi preso em flagrante na noite de sábado (21) após agredir a companheira — que também é policial militar — e entrar em confronto com colegas de farda no estacionamento de um comércio no bairro Jardim Camburi, em Vitória. A confusão ocorreu depois do desfile de um bloco de Carnaval realizado nas proximidades.
Agressão e intervenção
De acordo com o boletim de ocorrência, Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, retirou a mulher, de 26, à força de dentro de um carro, puxando-a pelas pernas. Ela caiu de costas no chão e ainda foi atingida com um tapa no rosto antes da chegada de pessoas que tentaram conter o agressor. Seguranças do estabelecimento e policiais de serviço intervieram.
Ainda segundo a ocorrência, o militar apresentava comportamento exaltado, desrespeitou ordens da guarnição e empurrou colegas para continuar as agressões. Foi necessário o uso de bastão e spray de pimenta para contê-lo. Durante a abordagem, ele teria ameaçado os policiais e, ao receber voz de prisão, desferiu um soco no rosto de um sargento, quebrando os óculos do colega. Marcelo precisou ser imobilizado por quatro agentes.
Histórico de violência
Em depoimento, a vítima relatou que já havia se afastado do companheiro e afirmou que as agressões e ameaças eram frequentes, inclusive com suposto controle financeiro e intimidações de morte, comprovadas por mensagens. Ela informou que solicitou medida protetiva de urgência.
Prisão e enquadramento
A Polícia Civil autuou o soldado por lesão corporal, injúria e ameaça com base na Lei Maria da Penha, além de ameaça, resistência e desacato. Após os procedimentos, ele foi encaminhado ao presídio militar, no Quartel do Comando-Geral da PM, onde permanece à disposição da Justiça.
Nota da PM
Em nota, a Polícia Militar do Espírito Santo informou que a Corregedoria vai instaurar Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. O processo será acompanhado pelo Ministério Público Militar e pela Auditoria de Justiça Militar. A corporação afirmou que, comprovadas irregularidades, o policial poderá sofrer sanções administrativas e penais, incluindo exclusão.


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