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Amazonas

Defesa de comandante da lancha naufragada diz que ele colaborou com resgate e nega imprudência

Piloto pagou fiança e responde em liberdade; sete pessoas seguem desaparecidas.

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(Reprodução)

A defesa do comandante da lancha Lima de Abreu XVPedro José da Silva Gama, divulgou uma nota oficial neste sábado (14) afirmando que ele colaborou com as equipes de resgate assim que chegaram ao local do naufrágio e que permanece à disposição das autoridades policiais e da Marinha do Brasil.

O comunicado, assinado pela advogada Geovana Santos, foi publicado nas redes sociais e é a primeira manifestação pública do condutor da embarcação desde a tragédia que vitimou duas pessoas e deixou sete desaparecidas na região do Encontro das Águas, em Manaus.

O que diz a nota

No texto, Pedro Gama manifesta solidariedade às vítimas e famílias no que classificou como “momento de sensibilidade”. No entanto, o comandante não explicou os motivos do acidente nem assumiu responsabilidades, limitando-se a afirmar que:

“As causas da colisão ainda aguardam análise especializada, sem qualquer indício conclusivo de imprudência ou negligência que justifique responsabilização imediata.”

Situação jurídica

Pedro José foi preso na noite de sexta-feira (13), mas pagou fiança e responderá em liberdade pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Ele também responderá na esfera da Marinha, que determinou à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental a abertura de um inquérito administrativo para apurar as causas do naufrágio.

O acidente

A embarcação naufragou na tarde de sexta-feira (13) quando transportava aproximadamente 80 pessoas, entre passageiros e tripulantes, no trajeto de Manaus para Nova Olinda do Norte. As vítimas fatais foram identificadas como:

  • Samila de Souza, 3 anos

  • Lara Bianca, 22 anos

Sete pessoas seguem desaparecidas. A expectativa das equipes de resgate neste sábado (14) é de que os corpos possam estar presos nos destroços da embarcação, no fundo do rio Amazonas, o que dificulta as buscas.

Investigação em andamento

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para investigar as causas do acidente e apurar se as normas de segurança foram cumpridas. Passageiros relataram que alertaram o condutor sobre os fortes banzeiros antes da tragédia, mas não foram ouvidos.

A defesa de Pedro Gama, porém, sustenta que não há elementos conclusivos para responsabilização imediata e que o comandante seguirá colaborando com as investigações.