Política
Lula faz do Amazonas peça-chave na estratégia para conter bolsonarismo e apoia Omar Aziz (PSD) ao governo do estado
Aliados do presidente avaliam que fragmentação de candidaturas pró-governo poderia abrir espaço para vitória da direita no estado.
(Tadeu Rocha)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu como prioridade eleitoral deste ano conter o avanço da direita e isolar forças bolsonaristas, e para isso tem apostado em alianças amplas em estados onde o PT não tem candidatura competitiva. No Amazonas, a estratégia passa pelo apoio à candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo estadual, visando evitar a fragmentação do campo governista que poderia beneficiar a oposição de direita.
A avaliação no Planalto é que, mesmo fragmentado, o bolsonarismo segue ativo na mobilização de discursos radicais, e a pulverização de candidaturas progressistas poderia abrir espaço para vitórias adversárias em disputas estratégicas. Por isso, Lula tem buscado construir uma frente ampla com partidos como PSD e MDB, reduzindo conflitos internos entre aliados.
Amazonas como caso emblemático
Segundo o portal CNN, Lula deve apoiar Omar Aziz por considerá-lo um nome com capacidade de aglutinação política e viabilidade eleitoral para barrar o avanço bolsonarista na região Norte. Um cenário com PT, PSB e PSD disputando separadamente, na visão do governo, fragmentaria o eleitorado alinhado ao Planalto e beneficiaria adversários de direita.
Estratégia se expande para outros estados
Além do Amazonas, o Palácio do Planalto articula alianças semelhantes no Acre, Rondônia e Roraima, onde os nomes mais cotados também são do MDB ou PSD. A diretriz é clara: apoiar candidatos com maior potencial eleitoral e alinhamento mínimo com a agenda federal, mesmo que não sejam do PT.
Objetivo: governabilidade e proteção democrática
Nos bastidores, a construção dessas alianças é vista não só como movida por cálculo eleitoral, mas também como medida de proteção institucional. A ideia é isolar politicamente setores radicais e ampliar a base de sustentação de Lula no Congresso Nacional, garantindo maior governabilidade para o próximo ciclo.


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