Amazonas
Polícia Federal prende filho do empresário Rodrigo Cataratas em Manaus por suposta ligação com fuga de Alexandre Ramagem
Celso Rodrigo de Mello foi detido por ordem do ministro Alexandre de Moraes; caso está sob sigilo e envolve investigação sobre deputado condenado por tentativa de golpe
Valter Campanato/Agência Brasil
A Polícia Federal cumpriu, no sábado (13), em Manaus, um mandado de prisão contra Celso Rodrigo de Mello, filho do empresário e garimpeiro roraimense Rodrigo Cataratas. A detenção foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito da investigação que apura a fuga do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado.
De acordo com nota divulgada pela assessoria de Rodrigo Cataratas nas redes sociais, o processo tramita em sigilo judicial e não há sentença definitiva contra Celso Rodrigo de Mello. A defesa do investigado sustenta sua inocência e já recorreu da decisão, pedindo respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Contexto da fuga de Ramagem
Alexandre Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira desde setembro, quando deixou o país após viajar de avião para Boa Vista, capital de Roraima, e seguir de carro de forma clandestina em direção à fronteira, com possível destino à Venezuela ou Guiana. Atualmente, segundo apurações da TV Globo, o parlamentar estaria nos Estados Unidos.
O deputado integra a lista de políticos condenados pelo STF que deixaram o Brasil, juntamente com Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em dezembro, a Câmara dos Deputados bloqueou o salário e suspendeu a cota parlamentar de Ramagem por decisão do Supremo.
Condenação de Ramagem
O STF determinou que Ramagem integrou uma organização criminosa e utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – da qual foi diretor durante o governo Bolsonaro – para monitorar adversários políticos e auxiliar ataques ao sistema eleitoral. A Corte havia determinado que ele não deixasse o país e entregasse o passaporte, determinações que não foram cumpridas.
Posicionamento da defesa
Em nota oficial, a assessoria de Rodrigo Cataratas afirmou: “A assessoria reforça a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, destacando que qualquer conclusão antecipada não condiz com os fatos”. O comunicado também informou que “não haverá novos pronunciamentos” e que “eventuais atualizações serão divulgadas exclusivamente pelos canais oficiais”.
De acordo com o G1am, a Polícia Federal não esclareceu detalhes do cumprimento do mandado e a origem da decisão judicial, e não havia se manifestado até a última atualização. O caso segue em sigilo e deve avançar nas próximas semanas, à medida que as investigações sobre a rede de apoio à fuga de parlamentares condenados pelo STF se desenvolvem.
*Com informações de G1am


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