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Política

Flávio confirma que foi escolhido por Bolsonaro para disputar Presidência em 2026

Senador diz assumir missão de “dar continuidade ao projeto da direita”; escolha enfrenta resistência na família e dentro do PL

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Reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou publicamente nesta sexta-feira (5) que foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para ser o candidato do bolsonarismo à Presidência da República em 2026. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou assumir a “missão de dar continuidade” ao projeto da direita com “grande responsabilidade”.

“Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada”, escreveu Flávio Bolsonaro.

Resistências internas

A indicação, conforme revelado pela CNN, enfrenta resistências tanto na direita quanto no próprio núcleo familiar do ex-presidente. Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rechaçam a sinalização, e a escolha teria gerado incômodo entre antigos correligionários e dentro do próprio Partido Liberal.

A crise ganhou contornos públicos na última semana, quando o diretório do PL no Ceará declarou apoio a Ciro Gomes (PSDB) – movimento criticado por Michelle e posteriormente suspenso após reunião da cúpula partidária na terça-feira (2). O episódio expôs tensões entre Michelle e os filhos do ex-presidente, que se posicionaram publicamente contra a ex-primeira-dama.

Disputa no clã bolsonarista

A escolha de Flávio ocorre em um momento de rearticulação do bolsonarismo após a prisão de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por participação em esquema golpista. Com o ex-presidente afastado da vida pública, a definição de um herdeiro político tornou-se questão central para a manutenção da influência da família e do movimento.

A confirmação de Flávio como candidato presidencial tende a acirrar ainda mais as disputas internas, especialmente com a resistência de setores ligados a Michelle Bolsonaro e a necessidade de unificação do PL em torno de um nome que possa agregar diferentes correntes da direita.

Agora, o desafio do senador será consolidar sua liderança perante a base bolsonarista e ampliar seu apelo eleitoral além do núcleo familiar, em um cenário marcado pela fragmentação política e pela judicialização da imagem do pai.