Brasil
Veja como participar do programa Gás do Povo que beneficiará 15,5 milhões de famílias com botijão gratuito
Novo programa substitui Auxílio Gás e triplica número de beneficiados; Nordeste concentra maior número de famílias atendidas.
Programa foi lançado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo presidente Lula. – Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quinta-feira (4) o programa Gás do Povo, que substitui o Auxílio Gás e amplia de 5,7 milhões para 15,5 milhões o número de famílias beneficiadas, atingindo cerca de 50 milhões de pessoas. Diferentemente do modelo anterior, que concedia valor em dinheiro, o novo programa fornecerá botijões de gás gratuitos diretamente em revendas credenciadas.
Durante cerimônia em Contagem (MG), Lula criticou a disparidade de preços do gás de cozinha: “Um botijão de 13 kg sai da Petrobras a R$ 37 e chega ao consumidor a R$ 140, R$ 150. Uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás”.
Como funcionará
O benefício será destinado a famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 759). Prioridade para beneficiários do Bolsa Família. Cada família terá direito a:
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3 botijões/ano: famílias com 2 integrantes
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4 botijões/ano: famílias com 3 integrantes
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6 botijões/ano: famílias com 4 ou mais integrantes
Serão distribuídos 65 milhões de botijões anualmente. O acesso se dará via aplicativo, com vale eletrônico resgatável em revendas credenciadas, agências da Caixa ou lotéricas. O cartão do Bolsa Família também poderá ser usado.
Distribuição regional
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Nordeste: 7,1 milhões de famílias
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Sudeste: 4,4 milhões
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Norte: 2,1 milhões
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Sul: 1,1 milhão
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Centro-Oeste: 889 mil
Os estados com mais de 1 milhão de famílias beneficiadas são: São Paulo (1,87 mi), Bahia (1,84 mi), Minas Gerais (1,20 mi), Rio de Janeiro (1,12 mi), Ceará (1,13 mi), Pernambuco (1,14 mi), Pará (1,11 mi) e Maranhão (1,01 mi).
Investimento
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2025: R$ 3,57 bilhões (LOA)
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2026: R$ 5,1 bilhões
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o programa “combate a pobreza energética e protege a saúde de mulheres e crianças que usam lenha ou álcool”. Dados do IBGE indicam que 12 milhões de domicílios ainda usam lenha e gás combinados, sendo 5 milhões de baixa renda.


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