Amazonas
Suframa avalia impacto “quase insignificante” das novas tarifas dos EUA sobre a Zona Franca de Manaus
Em vídeo divulgado pela autarquia, Saraiva destacou que menos de 2% das exportações do polo têm como destino os Estados Unidos, o que torna o impacto financeiro “quase insignificante” para o faturamento regional
Reprodução
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, afirmou nesta quinta-feira (10) que o aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros terá efeito mínimo no Polo Industrial de Manaus. Em vídeo divulgado pela autarquia, Saraiva destacou que menos de 2% das exportações do polo têm como destino os Estados Unidos, o que torna o impacto financeiro “quase insignificante” para o faturamento regional.
Contexto político e econômico
A declaração ocorre um dia após o presidente Donald Trump anunciar a elevação de tarifas de 10% para 50% sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor em 1º de agosto. Em carta direcionada ao presidente Lula, Trump justificou a decisão citando:
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Críticas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro
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Alegações de censura por parte do STF a plataformas digitais norte-americanas
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Acusações de que o Brasil estaria prejudicando “eleições livres e direitos de expressão”
Posicionamento institucional
Saraiva reforçou que a Suframa segue o alinhamento do governo federal, que já classificou a medida como injusta e prejudicial ao próprio EUA. “Nosso posicionamento é o do presidente Lula, que deixou clara a posição brasileira”, afirmou, acrescentando que a autarquia manterá postura cautelosa e confia na capacidade de negociação do Ministério das Relações Exteriores.
Dados concretos
O modelo da Zona Franca de Manaus, criado em 1967, é voltado principalmente para o mercado interno:
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Mais de 500 empresas instaladas
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Exportações para os EUA representam menos de 2% do total
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Estrutura produtiva diversificada, com ênfase em eletroeletrônicos, duas rodas e química
Repercussão econômica
Enquanto o governo brasileiro estuda aplicar a Lei da Reciprocidade, especialistas destacam que os principais afetados serão setores como:
✔ Aço e alumínio
✔ Sucos de frutas
✔ Produtos têxteis
A Suframa mantém monitoramento contínuo dos impactos, mas ressalta que a decisão de Trump tem caráter mais político do que comercial, dada a baixa exposição da ZFM ao mercado norte-americano.


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