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Polícia

Polícia prende primeiro suspeito por morte de adolescente em caso com indícios de homofobia

O jovem de 16 anos compareceu acompanhado de advogado, cumprindo mandado de internação expedido pela Vara da Infância e Juventude

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Um dos adolescentes suspeitos de agredir e matar Fernando Vilaça, de 17 anos, foi apreendido nesta quarta-feira (9) após se apresentar espontaneamente na Delegacia Especializada em Atendimento ao Adolescente Infracional (Deaai) de Manaus.

O jovem de 16 anos compareceu acompanhado de advogado, cumprindo mandado de internação expedido pela Vara da Infância e Juventude. O caso ocorreu no último dia 3 de agosto, quando Fernando foi brutalmente agredido na rua Três Poderes, no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste da capital amazonense.

Investigação

Segundo informações da polícia, as investigações apontam que dois adolescentes, primos de 16 e 17 anos, seriam os autores do crime. O delegado Luiz Rocha, titular da Deaai, destacou que o caso tem como motivação injúria homofóbica, já que a vítima havia sido alvo de ofensas anteriores. Fernando não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 5 de agosto, com o laudo do IML confirmando morte por edema cerebral, traumatismo craniano e hemorragia intracraniana decorrentes da agressão.

As equipes policiais realizaram buscas no endereço dos suspeitos, localizado no mesmo bairro onde ocorreu o crime, mas não encontraram ninguém. Diante disso, foi solicitada e concedida a internação provisória dos envolvidos.

O adolescente de 16 anos decidiu se entregar nesta quarta-feira e foi encaminhado para a Unidade de Internação Provisória (UIP), onde ficará à disposição da Justiça. Ele responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado por motivo fútil.

Enquanto isso, as buscas pelo segundo suspeito, de 17 anos, continuam. A polícia mantém as investigações para localizá-lo e dar andamento ao caso, que ganhou grande repercussão na cidade.

Familiares e amigos de Fernando planejam realizar um ato público para cobrar justiça e chamar atenção para os crimes motivados por LGBTfobia.

O inquérito policial segue em andamento e será encaminhado ao Ministério Público após conclusão.