Amazonas
Operação Metástase prende diretores de maternidades e Fcecon por desvios na saúde do AM
GAECO/MP-AM cumpre 101 mandados e bloqueia R$ 1 milhão; esquema fraudava licitações em múltiplas unidades de saúde
Reprodução
Em uma grande operação contra desvios na saúde pública do Amazonas, a segunda fase da Operação Metástase, do GAECO do Ministério Público Estadual, resultou na prisão de três diretores de unidades de saúde e no afastamento do vice-presidente da Junta Comercial do Estado (Jucea), Edmundo Brito Netto, na manhã desta quinta-feira (16).
Foram presos preventivamente Gabriel Henrique Silva de Souza, diretor da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (Fcecon); Andreia Castro, diretora da Maternidade Nazira Daou; e Rafaela Farias Gomes da Silva, diretora da Maternidade Balbina Mestrinho. A operação cumpriu 101 mandados judiciais, sendo 3 prisões preventivas, 27 buscas e apreensões, 7 afastamentos de função pública e bloqueio de R$ 1.014.892,65 em bens.
De acordo com o promotor Edinaldo Aquino Medeiros, titular da 77ª Promotoria de Patrimônio Público, o esquema criminoso se espalhava por várias unidades de saúde, razão do nome “Metástase”. As investigações apuraram fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa.
As investigações tiveram início em julho de 2024 com a Operação Jogo Marcado, que desmantelou um esquema na UPA José Rodrigues, na Zona Norte de Manaus. Na ocasião, foi identificado que uma única família controlava seis empresas que fraudavam licitações com contratos inferiores a R$ 50 mil, valor que dispensa licitação, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões aos cofres públicos.
A operação contou com 120 servidores, incluindo 16 técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), que apura o montante de verbas federais desviadas. Teve apoio da Polícia Civil do Amazonas e do Ministério Público de Santa Catarina, onde um dos investigados estava viajando.
O Governo do Amazonas emitiu nota informando que a maioria dos contratos sob investigação foi realizada de forma direta pelas unidades de saúde, prática que já foi abolida pela atual gestão. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) afirmou que reduziu em 50% os contratos por indenização nos últimos anos e que os servidores envolvidos já foram afastados.


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