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“Preparem-se para uma invasão”: primeiro-ministro da Groenlândia pede que população se antecipe a possível ação militar dos EUA

Declaração ocorre após Trump postar imagem de IA com bandeira americana no território e dizer que “não há como voltar atrás”.

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(Reprodução)

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, fez um pronunciamento público inédito e alarmante nesta terça-feira (20): pediu à população da ilha que comece a se preparar para uma possível invasão militar dos Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista coletiva na capital Nuuk e ecoa a escalada retórica do governo Trump sobre o controle do território ártico.

“É improvável que haja um conflito militar, mas não podemos descartar a opção”, afirmou Nielsen, em tom sóbrio, segundo a agência Bloomberg. A fala ocorre em meio a movimentações militares europeias na região e tarifas comerciais impostas por Washington a aliados da Otan que reforçaram tropas no território.

Trump: do “sem comentários” à bandeira virtual

Na segunda-feira (19), ao ser questionado pela NBC se usaria força para tomar a Groenlândia, o presidente americano respondeu laconicamente: “Sem comentários”. Horas depois, publicou na rede Truth Social uma imagem gerada por inteligência artificial que o mostra fincando a bandeira dos EUA no solo groenlandês.

Em outra postagem, Trump foi direto: “Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás – nisso, todos concordam!”

Pentágono tenta acalmar ânimos

Dois funcionários do Departamento de Defesa dos EUA disseram ao The New York Times, sob anonimato, que não há planos imediatos para uma invasão. O Pentágono busca desescalar a tensão, mas a postura pública de Trump segue em rota de confronto.

Por que a Groenlândia é tão cobiçada?

  • Base de Thule: desde 1951, abriga a instalação militar americana mais ao norte do globo, crucial para defesa antimísseis e vigilância espacial.

  • Minerais críticos: o subsolo groenlandês concentra reservas valiosas para tecnologia avançada, equipamentos militares e energia renovável.

  • Posição estratégica no Ártico: rota marítima emergente e zona de competição geopolítica com Rússia e China.

A Groenlândia é um território autônomo sob o Reino da Dinamarca, membro da Otan – aliança agora tensionada pelas ameaças de um de seus principais membros.