Manaus
Gestão municipal evita colapso: Renato Junior assume pagamento e suspende greve dos rodoviários
Prefeito garante pagamento de R$ 32 milhões para salários da categoria após presidente do Sindicato informar que governador do Amazonas não cumpriu com compromissos financeiros; ônibus seguem rodando normalmente na capital
Arte: Canal92am
A greve dos rodoviários de Manaus, que estava prevista para começar na manhã desta quinta-feira (20), foi suspensa após uma intervenção decisiva do prefeito Renato Junior (Avante). A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, durante entrevista ao programa Valdir Corrêa, da Rádio FM do Povo.
De acordo com o sindicalista, a Prefeitura de Manaus garantiu o repasse de R$ 32 milhões para assegurar o pagamento dos salários da categoria, que estavam atrasados e ameaçavam paralisar completamente o serviço. Com o compromisso assumido pela gestão municipal, os ônibus seguem circulando normalmente em todas as zonas da capital.
“Nesse pagamento do transporte do estudante, o prefeito está sozinho. E o prefeito garantiu que ia pagar a parte dos estudantes da rede estadual”, disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira.
Falta de repasses
A necessidade de intervenção da Prefeitura escancarou a falta de compromisso do Governo do Amazonas com o transporte público. Segundo Givancir Oliveira, a dívida do Estado com o sistema já ultrapassa R$ 60 milhões e é a principal causa dos recorrentes atrasos salariais que têm colocado a mobilidade da capital em risco.
O prefeito Renato Junior já havia denunciado publicamente o descaso do governador Roberto Cidade, afirmando que o Estado não repassou “um centavo” para o transporte coletivo em 2026. Em coletiva de imprensa no mês passado, ele também destacou que a Prefeitura investiu R$ 284 milhões em subsídios ao sistema neste ano, enquanto a gestão estadual acumula uma dívida de cerca de 44 milhões com o município.
“O governo do Estado em 2026, no ano que nós estamos aqui, não mandou um centavo para o transporte coletivo, para o passe livre estudantil dos alunos do governo do Estado”, afirmou Renato Junior na ocasião.
O chefe do Executivo municipal também criticou duramente a postura do governador, afirmando que “a cadeira de governador está vazia” e que o Palácio do Governo se recusa a dialogar.
“O governador Roberto Cidade senta na cadeira. A cadeira de governador está vazia, não tem ninguém sentado. Chega de brincadeira, se apresenta como pré-candidato, não tem nenhum problema. Agora cumpra pelo menos uma liminar que foi deferida pela Justiça”, cobrou o prefeito.
Compromisso com a população
Enquanto o Governo do Amazonas se omite, a Prefeitura de Manaus volta a assumir a responsabilidade que deveria ser do Estado. Com o acordo firmado e os repasses assegurados pela gestão municipal, a crise foi contornada e o direito de ir e vir de milhares de trabalhadores amazonenses foi preservado.
A postura decisiva da Prefeitura expõe o descaso do governo estadual, que deixou a cidade à beira de um colapso, e reforça o compromisso da gestão municipal em entregar soluções concretas onde o Estado falha. O sistema de ônibus segue operando normalmente, mas a situação evidencia que a população continua refém de uma disputa política que compromete serviços essenciais.


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