Manaus
Greve das rotas do Distrito: Trânsito fica paralisado em várias zonas de Manaus e afeta motoristas de toda cidade
Categoria rejeitou proposta de reajuste de 3% e cobra reajuste salarial de 7%, redução de jornada e auxílio-alimentação
Reprodução
As rotas do transporte especial que atendem o Distrito Industrial de Manaus amanheceram paralisadas nesta quinta-feira (20). A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), rejeitou uma proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran) e iniciou a mobilização por volta das 4h30.
Os trabalhadores ocupam 12 pontos estratégicos da capital, provocando reflexos diretos no tráfego de diferentes zonas. Os bloqueios foram registrados na Avenida Torquato Tapajós, próximo ao Barão; na rotatória da Suframa; na cabeceira da Ponte Rio Negro; na Avenida Grande Circular; na rotatória da Samsung; e no Sambódromo, na Avenida Pedro Teixeira.
Além da recomposição salarial, a categoria reivindica redução da jornada de trabalho, concessão e reajuste do auxílio-alimentação ou vale-lanche, pagamento de horas extras e melhores condições de trabalho. Um dos motoristas afirmou à Rede Amazônica: “A gente tá parando para reivindicar o salário e, principalmente, a refeição do pessoal. O patronal não aceitou a nossa proposta”.
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A paralisação afeta diretamente o deslocamento de milhares de trabalhadores que dependem do serviço para chegar às empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Muitos funcionários não conseguiram chegar aos locais de trabalho, comprometendo o início do expediente.
O Sifetran informou que marcou uma reunião para as 11h desta quinta-feira para tentar um novo acordo com os trabalhadores. Segundo a entidade, a última tentativa de negociação ocorreu na quarta-feira (19), mas não houve acordo, o que levou o Sindespecial a deflagrar a greve. O sindicato patronal afirma que a paralisação começou sem comunicação prévia, o que é contestado pela categoria.
O vice-governador Serafim Corrêa já entrou em contato com o sindicato patronal para buscar uma saída para o impasse. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirmou que a federação está tomando as providências para encerrar a greve, que não teria tido adesão completa.
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que a paralisação não tem relação com a gestão municipal e que agentes de trânsito estão nos locais para orientar os condutores. Até o momento, não há previsão para o fim do movimento, que mantém os pontos bloqueados enquanto não houver solução para as reivindicações.


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