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Cultura

Caprichoso abre festival com ato que exalta memória, ancestralidade e raízes de Parintins

Boi azul e branco apresentou “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem” na primeira noite do 59º Festival.

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Divulgação/Secom

O Boi Caprichoso abriu a primeira noite do 59º Festival de Parintins, nesta sexta-feira (26), com o ato “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem”, primeira narrativa do projeto artístico “Brinquedo que Canta Seu Chão”. No Bumbódromo, o boi azul e branco exaltou a memória, a ancestralidade e as raízes culturais da identidade parintinense. O festival, realizado pelo Governo do Amazonas, segue até domingo (28).

A apresentação apresentou Parintins como território de pertencimento, valorizando os saberes populares e a contribuição dos povos indígenas e comunidades tradicionais na formação cultural da ilha.

Antes da entrada do boi, o apresentador Edmundo Oran falou sobre o trabalho desenvolvido ao longo dos meses. “Caprichoso vem lindo, audacioso, grandioso. Trabalhamos durante meses nesse projeto junto com o Conselho de Artes. Vamos executar tudo que foi ensaiado, trabalhado e planejado”, afirmou.

Momentos de destaque

Um dos momentos mais marcantes foi a evolução da Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, que surgiu em um praticável com efeito de suspensão no ar, arrancando aplausos da torcida.

Outro destaque foi a participação de Rei Azevedo, um dos maiores nomes da história do Caprichoso. O cantor e compositor voltou a versar pelo boi azul e branco, relembrando sua trajetória como Amo do Boi e emocionando torcedores de diferentes gerações. Rei Azevedo revolucionou o item ao introduzir o berrante nas apresentações e defendeu o cargo em dois períodos: entre 1984 e 1998 e de 2000 a 2003, consolidando-se como um dos grandes ícones do festival.

Torcida azulada

Na arquibancada, a expectativa tomou conta da galera azul e branca. Suelen Oliveira, de 38 anos, participou pela segunda vez da galera do Caprichoso. “É um sentimento indescritível. Quem vem ao festival, convido para ficar pelo menos uma noite na galera do seu boi. A galera do Caprichoso se supera a cada ano”, declarou.

Jeanne Elamid, frequentadora do festival há mais de 30 anos, afirmou que a emoção se renova a cada apresentação. “O Caprichoso traz um festival maravilhoso, organizado. As alegorias são lindíssimas, perfeitas. Todo ano é a mesma emoção. A galera aqui é nota 10”, enfatizou.