Política
“Homem não gosta de toque, mulher aprende desde pequena”: Lula gera polêmica ao falar sobre exame de próstata
Em comício em Belém, presidente e candidato à reeleição criticou a resistência masculina ao exame e citou a primeira cirurgia robótica de próstata pelo SUS na região Norte
(Valter Campanato/Agência Brasil)
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou polêmica ao comentar a resistência dos homens em realizar o exame de próstata durante comício em Belém (PA), na noite desta segunda-feira (28). Em determinado momento do discurso, o petista afirmou que “homem não gosta de toque” e que “as mulheres aprendem a tomar toque desde quando são pequenas”.
“Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta, ele não gosta de toque. Sabe, as mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não. Ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”.
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A declaração foi feita enquanto Lula exaltava a realização da primeira cirurgia robótica de próstata pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região amazônica, procedimento que, segundo ele, reduz sequelas como incontinência urinária e disfunção erétil. O presidente também lembrou a morte de sua mãe, dona Lindu, vítima de câncer uterino, e defendeu a ampliação do acesso a exames preventivos.
Repercussão
A fala foi rapidamente explorada por adversários políticos nas redes sociais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu: “Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!!!!”. O Partido Liberal divulgou nota afirmando que “dá um nó na garganta ouvir uma declaração dessas” e que “criança precisa ser protegida, respeitada e ter sua infância preservada”.
As expressões “Protejam nossas crianças” e “Lula não toque nas crianças” entraram nos assuntos mais comentados do X após o discurso.
Defesa da campanha
Em nota, a campanha de Lula afirmou que o presidente se referia a exames ginecológicos preventivos que fazem parte da rotina de saúde das mulheres desde jovens. “O Presidente Lula obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem. O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos”.
A equipe do presidente classificou a repercussão como uma tentativa de “deturpar” a fala e atribuiu a reação ao “desespero diante dos resultados das últimas pesquisas”.
O caso gerou manifestações de apoio e críticas nas redes sociais, com apoiadores de Lula lembrando condenações anteriores de adversários por declarações consideradas inadequadas envolvendo crianças, enquanto opositores associaram o termo “toque” a abuso sexual infantil.


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