Política
Maria do Carmo detona Roberto Cidade e manda candidato “pedir música no Fantástico”: “Em quatro meses, quatro operações da PF”
No segundo bloco do debate da TV A Crítica, a candidata do PL confrontou o governador com a sequência de operações federais que atingiram estruturas do governo estadual
Reprodução
No segundo bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, promovido pela TV A Crítica na noite desta segunda-feira (28), Maria do Carmo (PL) relembrou a sequência de operações da Polícia Federal que atingiram órgãos e pessoas ligadas à estrutura do governo estadual nos últimos meses e ironizou Roberto Cidade (União Brasil).
“Em quatro meses, quatro operações da Polícia Federal”, disparou Maria do Carmo, que completou em tom de deboche: “O candidato já pode pedir música no Fantástico”.
A referência feita pela candidata diz respeito à sequência de ações federais que, segundo ela, alcançaram agentes públicos, órgãos e pessoas relacionadas à administração estadual. Entre os episódios recentes está a Operação Combustão, deflagrada pela Polícia Federal em 24 de setembro, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores no âmbito de uma investigação sobre desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022. A investigação apura um suposto esquema de utilização de recursos oriundos de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam).
Reação de Roberto Cidade
O governador e candidato à reeleição não recuou e partiu para o contra-ataque. Cidade trouxe à tona o histórico familiar da adversária, citando a prisão do marido dela, a bolsa da Aleam usada pela filha e obras inacabadas no interior do estado.
“A senhora mente pro povo do Amazonas. Mente no seu nome, mente nas suas propostas e vem pro debate só pra atacar”, rebateu o governador.
O marido de Maria do Carmo, Wellington Lins (PL), teve a prisão decretada em 1997, quando respondia a uma ação criminal por estelionato relacionada à sua passagem pelo Instituto de Previdência do Estado. Ele chegou a ser detido no aeroporto de Manaus e liberado em seguida. Posteriormente, como chefe do DNER no Amazonas, seu nome apareceu em processos e decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo irregularidades em obras e serviços, incluindo a BR-319.
A acusação sobre a bolsa da Aleam também não é nova. Em outubro de 2024, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) ajuizou uma ação civil apontando que Maria Eugênia Seffair de Albuquerque, filha de Maria do Carmo, teria sido beneficiada como “bolsista fantasma” na Assembleia Legislativa, sem nunca ter trabalhado na Casa. O MP-AM pediu a suspensão da bolsa e a devolução dos valores pagos pela Aleam à faculdade particular.


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