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Dolly Parton, ícone da música country, morre aos 80 anos
Com mais de 100 milhões de discos vendidos, 11 Grammys e clássicos como “Jolene” e “I Will Always Love You”, artista deixa legado imensurável
Instagram/ Dolly Parton
A cantora e compositora Dolly Parton, uma das maiores lendas da música country e ícone da cultura pop americana, morreu na terça-feira (25) aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família em um comunicado publicado nas redes sociais da artista.
Nascida em uma família de 12 irmãos no interior do Tennessee, Parton construiu uma carreira que atravessou quase seis décadas, tornando-se uma das artistas femininas mais vendidas de todos os tempos, com mais de 100 milhões de discos comercializados. Sua voz inconfundível e sua habilidade como compositora — estima-se que tenha escrito cerca de 3 mil canções — garantiram a ela 11 prêmios Grammy, incluindo um prêmio pelo conjunto da obra, e 25 músicas que alcançaram o topo das paradas country da Billboard.
A notícia da morte foi compartilhada por sua família em um vídeo nas redes sociais, que, segundo o comunicado, teria sido solicitado pela própria artista antes de seu falecimento. “Este anúncio em vídeo é algo que a Dolly me pediu antes que eu conseguisse realmente assimilar essa realidade futura”, afirmou o sobrinho e chefe de segurança da família. “Dolly me ligou e disse que queria descansar em uma linda cama de algodão, porque, depois de uma vida usando pesados strass, finalmente merecia estar confortável e descansar um pouco.”
Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You” — esta última eternizada na voz de Whitney Houston. A canção foi regravada por diversos artistas, assim como “Jolene”, que ganhou versões de Beyoncé e The White Stripes, entre outros.
Além da música, Parton atuou em filmes como “9 to 5” (1980), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, cuja música-tema lhe rendeu uma indicação ao Oscar, “Steel Magnolias” e “The Best Little Whorehouse in Texas”. Também criou o parque temático Dollywood, no Tennessee, e dedicou parte de sua fortuna a causas sociais, como a doação de US$ 1 milhão para pesquisas da vacina da Moderna contra a Covid-19 e programas de alfabetização infantil nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Irlanda.
Em 2022, foi incluída no Hall da Fama do Rock and Roll. Apesar das homenagens, a cantora recusou uma estátua em sua homenagem em Nashville em 2021. “Considerando tudo o que está acontecendo no mundo, não acho que me colocar em um pedestal seja apropriado neste momento”, disse na ocasião.
“Sinto que estou mais perto de Deus quando escrevo. Uma ótima frase simplesmente me vem à mente, e eu penso: ‘Ei, obrigada, Senhor. Eu sei que não pensei nisso'”, escreveu a artista em suas memórias. “No fim das contas, espero ser lembrada como um bom compositor. As canções são o meu legado.”


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