Manaus
Greve do Sindespecial: confusão e agressões marcam paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus
Trabalhadores do transporte especial rejeitaram proposta salarial e iniciaram greve que afeta o acesso ao Polo Industrial; vídeos mostram brigas entre motoristas e sindicalistas do Sindmetal em meio à paralisação
Reprodução
A paralisação dos trabalhadores do Transporte Especial, deflagrada na manhã desta quinta-feira (20), foi marcada por cenas de tensão e agressão. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma confusão generalizada envolvendo sindicalistas do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) e trabalhadores das rotas especiais.
As imagens, gravadas em pontos próximos aos locais de paralisação, mostram discussões que evoluem para agressões físicas. De um lado, trabalhadores de empresas do Distrito Industrial; de outro, pessoas usando camisas do Sindmetal-AM. A motivação do confronto ainda não foi esclarecida oficialmente.
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Segundo informações preliminares, alguns motoristas que queriam continuar trabalhando teriam sido impedidos à força por outros participantes do movimento. A confusão ocorreu na sede da Divisão Distrital Zonal 1 (DDZ1), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Educação (Semed), na zona Leste da capital.
A greve do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) começou nas primeiras horas da manhã e afeta diretamente as rotas que levam os trabalhadores ao Polo Industrial de Manaus (PIM). A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran).
Entre as reivindicações estão a redução da jornada de trabalho, a concessão e reajuste do auxílio-alimentação ou lanche, o pagamento de horas extras e melhores condições de trabalho. Segundo o Sindespecial, os trabalhadores também exigem um reajuste de 7%, além do fim do terceiro turno.
Bloqueios e impactos no trânsito
A paralisação provocou bloqueios em 12 pontos estratégicos da capital, afetando o trânsito e o deslocamento de milhares de trabalhadores. Entre os pontos de concentração estão a Avenida Torquato Tapajós, nas proximidades do Barão; a rotatória da Suframa; a cabeceira da Ponte Rio Negro; a Avenida Grande Circular; a rotatória da Samsung; e o Sambódromo, na Avenida Pedro Teixeira.
O Sifetran informou que marcou uma reunião para as 11h desta quinta-feira (20) para tentar um novo acordo. O vice-governador Serafim Corrêa já entrou em contato com o sindicato patronal para buscar uma saída para o impasse.
Até o momento, não há previsão para o fim do movimento, que mantém os pontos bloqueados enquanto não houver solução para as reivindicações. A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que não tem envolvimento com a paralisação.


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