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“Vergonha”: Romário defende saída imediata de Ancelotti após eliminação do Brasil na Copa
Campeão mundial de 1994 criticou mudanças táticas do italiano contra a Noruega e afirmou que técnico estrangeiro tem tratamento diferenciado da imprensa.
Reprodução/Youtube e Rafael Ribeiro/CBF
O ex-atacante Romário, campeão mundial em 1994, foi duro nas críticas ao técnico Carlo Ancelotti após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em vídeo publicado no canal RomarioTV, o ex-jogador defendeu a saída imediata do treinador italiano e classificou a atuação da equipe contra a Noruega como “inaceitável”.
“Ele não pode continuar como técnico do Brasil, de jeito nenhum. Se eu estivesse no comando da federação, teria entrado no vestiário, mandado ele embora e rescindido o contrato dele na hora. A partida contra a Noruega foi uma vergonha”, afirmou.
Romário também comparou o momento atual ao ciclo de Tite, lembrando que o antigo treinador permaneceu no cargo após a eliminação para a Bélgica em 2018, mas deixou a equipe após a queda diante da Croácia em 2022. Para o ex-jogador, a permanência de Ancelotti não se justifica.
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Críticas às alterações
Durante a análise da partida, Romário questionou decisões táticas de Ancelotti, especialmente as substituições. “Nem entendi o que ele estava pensando: tirar o Bruno Guimarães para colocar o Ederson na lateral. E você faz isso porque não convocou nenhum outro lateral? Um lateral se machuca e você convoca um zagueiro?”, criticou.
O ex-atacante também avaliou que o treinador italiano recebe um tratamento diferenciado da imprensa brasileira em razão de sua nacionalidade. Para ele, um técnico brasileiro seria alvo de críticas mais severas diante do mesmo cenário. “Se ele fosse um técnico brasileiro, já o teriam massacrado. Mas, como é estrangeiro, ninguém diz uma palavra”, completou.
Ancelotti permanece
Apesar das críticas de Romário e da pressão gerada pela eliminação precoce no Mundial, Carlo Ancelotti permanece no comando da Seleção Brasileira. O treinador italiano segue respaldado pela CBF e, até o momento, não há indicação de mudanças no planejamento para a sequência do trabalho.
A eliminação nas oitavas de final representa a pior campanha do Brasil em Copas desde 1990, quando a seleção também caiu na mesma fase, e amplia o jejum de títulos, que chegará a 28 anos em 2030.


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