Polícia
“Sou inocente”, diz professor de jiu-jítsu preso por estupro; delegada revela esquema com kimonos e patrocinadores
Carlos Vieira Holanda foi capturado na própria residência após ficar foragido desde maio; sete vítimas já denunciaram os crimes, que incluem estupro e estupro de vulnerável.
Reprodução
O professor de jiu-jitsu Carlos Vieira Holanda, preso na manhã desta segunda-feira (6) pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), negou as acusações ao ser conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. “Sou inocente”, afirmou à imprensa.
O suspeito é investigado por assédio sexual, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável. Ele estava foragido desde maio, quando a Justiça expediu o mandado de prisão. A delegada Mayara Magna, titular da Depca, explicou que a equipe já havia tentado cumprir a ordem anteriormente, mas ele conseguiu fugir. “Ele prometeu se entregar, mas não cumpriu. Continuamos as investigações e localizamos ele na própria residência”, disse.
Como agia o suspeito
Segundo a polícia, Carlos utilizava a posição de professor para atrair adolescentes. Oferecia benefícios como kimonos e pagamento de inscrições em campeonatos e, em seguida, cometia os abusos. Uma das vítimas, conforme a delegada, foi obrigada a manter relações sexuais com um empresário indicado pelo suspeito.
“Ele levava essas meninas para motéis e as estuprava. Também as usava para obter vantagens com patrocinadores”, detalhou Mayara Magna.
Sete vítimas e novas frentes
Até o momento, sete vítimas registraram boletim de ocorrência. A delegada afirmou que elas só procuraram a polícia depois que outros casos envolvendo o esporte ganharam repercussão. “Todas tinham medo”, afirmou.
As investigações seguem para identificar outras vítimas e possíveis comparsas. A polícia já tem informações sobre pessoas que ajudavam o professor e também podem ser responsabilizadas. “Quando chegamos na casa dele hoje, uma pessoa correu para avisar que estávamos ali, mas fomos mais rápidos”, revelou a delegada. O suspeito permanece à disposição da Justiça, e novas prisões não estão descartadas.


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