Cultura
Garantido exalta ancestralidade e união dos povos na abertura do Festival de Parintins
Boi vermelho e branco apresentou “Parintins, Portal do Encantamento” com grandes alegorias e homenagem às mulheres guardiãs da floresta.
Mauro Neto/Secom
O Boi Garantido encerrou a primeira noite do 59º Festival de Parintins, na sexta-feira (26), com o espetáculo “Parintins, Portal do Encantamento”, exaltando a ancestralidade indígena, a união dos povos e a força dos originários da Ilha Tupinambarana. Em uma apresentação marcada por grandes alegorias, o boi vermelho e branco conduziu o público por histórias que celebram crenças e tradições amazônicas.
A abertura contou com a alegoria assinada pelo artista Aguinaldo Souza, que reuniu elementos da floresta e seres encantados. Da estrutura surgiram itens oficiais do boi, como a Porta-Estandarte Jeveny Mendonça e a Sinhazinha da Fazenda Raíra Lins, estreante na arena do Bumbódromo.
Na sequência, o Garantido apresentou a lenda “Parintintin, o povo que veio do céu”, criada pelo artista Leandro Oliveira. A narrativa levou à arena a história do povo Parintintin por meio dos seres encantados da floresta, atingindo o auge na apresentação da cunhã-poranga Isabelle Nogueira.
O pajé Adriano Paketá destacou a preparação da associação para a disputa. “A gente vem aqui com um espetáculo grandioso. Temos uma dinâmica que ensaiamos durante vários meses para executar da melhor maneira. Todos os grupos que fazem parte do quadro cênico-coreográfico estão preparados”, afirmou.
Outro momento marcante foi a Figura Típica Regional, que homenageou mulheres e mães guerreiras guardiãs dos saberes da floresta. A cantora Márcia Siqueira participou representando a Mãe da Floresta. Encerrando, o Ritual Indígena apresentou “O Sonho de Ipají”, abordando o poder da cura e da espiritualidade.
Emoção de estreantes
O espetáculo emocionou quem acompanhava o festival pela primeira vez. Lucélia Amorim, de Iranduba, descreveu a experiência como inesquecível. “É uma emoção, uma energia positiva. Você se sente vivo com tudo isso. É um espetáculo único que acontece no meio da floresta”, disse.
Mateus Viana, de Manacapuru, também estreante, contou que realizou um sonho. “É uma sensação única. Sempre sonhei com isso. Vim de última hora e é espetacular. Passei horas para entrar aqui, mas é único”, destacou.


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