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Trump anuncia Conselho de Paz em Davos e sugere que grupo “pode se unir” ou substituir a ONU
Presidente dos EUA formalizou carta constitutiva do conselho e realizou primeira reunião no Fórum Econômico Mundial; iniciativa nasceu em 2025 para mediar conflito em Gaza.
Reprodução/ Redes Sociais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente, nesta quinta-feira (22), o Conselho de Paz, iniciativa anunciada no ano passado para mediar a guerra na Faixa de Gaza, mas que agora pretende atuar globalmente. Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump afirmou que o conselho “pode se unir com a Organização das Nações Unidas” e sugeriu, indiretamente, que o grupo poderia substituir a ONU no futuro.
“Vamos formalizar a Carta Constitutiva do Conselho de Paz hoje mesmo, e nossa primeira reunião ocorrerá ainda nesta tarde”, declarou Trump a líderes e empresários presentes no evento.
De Gaza para o mundo
O conselho foi anunciado em 2025 com foco na mediação do conflito israelense-palestino, mas Trump já havia sinalizado que a atuação seria ampliada para outras zonas de tensão. Em Davos, ele deixou claro que o grupo não se limitará a uma crise específica, afirmando que “a paz não pode ser um projeto regional, mas um propósito global”.
A possibilidade de o conselho vir a substituir ou rivalizar com a ONU – mencionada anteriormente por Trump e reforçada no discurso de hoje – tem gerado preocupação entre diplomatas e analistas, que veem o movimento como uma tentativa de remodelar a governança multilateral sob influência direta dos Estados Unidos.
Reações e próximos passos
Ainda não há detalhes sobre a composição do conselho, critérios de participação ou como sua atuação se articularia com organismos já existentes, como o Conselho de Segurança da ONU. A primeira reunião, realizada à portas fechadas ainda nesta quinta, deve definir as primeiras diretrizes operacionais.


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