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Milei é retirado às pressas de ato de campanha após ser alvo de pedradas

Milei acusa opositores de “violência kirchnerista” e nega envolvimento em escândalo de corrupção envolvendo sua irmã

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Reprodução

A caravana do presidente argentino Javier Milei foi interrompida de forma violenta nesta quarta-feira (27), em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, após opositores arremessarem pedras contra o veículo onde o chefe de estado estava. O ataque obrigou a comitiva a acelerar sob proteção policial, e o candidato ao governo de Buenos Aires pelo partido de Milei, Maximiliano Bondarenko, teria sido atingido durante o conflito.

Ataque interrompe ato político em frente à Praça Grigera

O incidente ocorreu durante uma caravana que percorria 15 quarteirões do município. Testemunhas relataram que militantes kirchneristas (peronistas) iniciaram os arremessos de pedras e objetos contra o caminhão de Milei, gerando confronto com apoiadores do presidente. O motorista do veículo precisou acelerar abruptamente para evitar maiores danos.

O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, confirmou que Milei não se feriu e usou as redes para atacar os opositores:

“As pedras nada mais são do que o exemplo mais fiel do fim do kirchnerismo”.

O próprio Milei postou no X: “Em Olivos, depois da ida a Lomas de Zamora, onde os Kukas [kirchneristas], sem ideias, atiraram pedras, eles recorreram novamente à violência”.

Milei nega escândalo de corrupção familiar

Pouco antes do ataque, o presidente havia se manifestado publicamente pela primeira vez sobre o vazamento de áudios que envolvem sua irmã, Karina Milei (secretária-geral da Presidência), e seu assessor Eduardo Lule Menem em um suposto esquema de propinas na Agência Nacional para Pessoas com Deficiência.

Nas gravações, atribuídas ao ex-diretor do órgão Diego Spagnuolo, alega-se que Karina e Menem lucravam com sobrepreços na compra de medicamentos e próteses. Milei negou veementemente: “Tudo o que ele diz é mentira, vamos levá-lo ao tribunal e provar que ele mentiu”.

Cenário de tensão política na Argentina

O ataque à caravana reflete a crescente polarização no país, onde Milei adota um discurso de confronto contra o peronismo e defende reformas neoliberais radicais. Seus opositores o acusam de autoritarismo e de negligência com políticas sociais.

A violência política na Argentina tem aumentado desde que Milei assumiu o poder, com protestos frequentes contra seus ajustes fiscais e cortes em subsídios estatais.

Investigações e impacto eleitoral

A polícia local deve abrir investigação para identificar os responsáveis pelo ataque. Enquanto isso, Milei segue com sua campanha para as eleições legislativas de 2025, onde seu partido, La Libertad Avanza, busca ampliar sua base de apoio.

O escândalo de corrupção e os episódios de violência podem influenciar o eleitorado portenho, tradicionalmente peronista.

Veja o vídeo: