Amazonas
Julgamento de mãe e 15 acusados por linchamento de suspeito de estupro e morte de bebê começa hoje em Jutaí
O caso remonta a setembro do ano passado, quando Patrício foi retirado à força da 56ª Delegacia Interativa de Polícia Civil do município e espancado até a morte por uma multidão em praça pública, horas após o corpo da criança ser encontrado
Reprodução
O julgamento de Vitória Assis Nogueira e outros 15 réus pelo linchamento de Gregório Patrício da Silva, acusado de estuprar e matar Lailla Vitória, de 1 ano e 7 meses, começa nesta segunda-feira (7/7) na Comarca de Jutaí, interior do Amazonas.
O caso remonta a setembro do ano passado, quando Patrício foi retirado à força da 56ª Delegacia Interativa de Polícia Civil do município e espancado até a morte por uma multidão em praça pública. O crime ocorreu horas após o corpo da criança ser encontrado, causando comoção nacional.
Vitória, mãe da vítima, está presa preventivamente há oito meses no Complexo Penitenciário Feminino de Manaus. Seu advogado, Vilson Benayon, afirma que a acusação é injusta:
“Ela está sofrendo uma penalidade dupla: perdeu a filha de forma brutal e agora responde por um crime que não cometeu. Não há provas de que ela participou da invasão à delegacia ou do linchamento”, declarou à imprensa.
O Ministério Público do Amazonas acusa os 16 réus de homicídio qualificado. O caso divide opiniões: enquanto alguns defendem que a justiça popular foi uma resposta ao crime hediondo, outros alertam para o perigo da violência coletiva e da falta de devido processo legal.
Contexto do crime
Lailla Vitória foi encontrada morta em 19 de setembro de 2023, com sinais de violência sexual. Gregório, que tinha passagem por outros crimes sexuais, foi preso como principal suspeito. Horas depois, uma multidão invadiu a delegacia e executou o acusado em via pública.
A defesa de Vitória pretende provar sua inocência e pedir sua libertação imediata.


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