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Política

“É uma decisão que precisa ser construída em conjunto. O importante é estar pronto e eu me sinto pronto”, diz Rozenha sobre presidência da Aleam

Quarto deputado estadual mais votado do Amazonas, com 62.201 votos, Ednailson Rozenha (PSD) afirma em entrevista exclusiva ao Canal92am e ao FDP que a disputa pelo comando da Assembleia só será definida em fevereiro, mas se coloca à disposição

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Reprodução

O deputado estadual Ednailson Rozenha (PSD) , quarto colocado na votação proporcional do Amazonas com 62.201 votos, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Anderson S. Silva, do Canal92am e do FDP – Falando de Política, logo após a confirmação da vitória de Omar Aziz (PSD) no governo do estado. Na conversa, Rozenha falou sobre a expressiva votação que recebeu, a aliança com o novo governador e, principalmente, sobre a sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) — tema que já movimenta os bastidores da Casa.

A eleição para a Mesa Diretora da Aleam está marcada para fevereiro de 2027, quando os 24 deputados estaduais eleitos em outubro tomam posse. Questionado se seu nome está posto para a presidência, Rozenha foi cauteloso, mas não escondeu a disposição.

“A Assembleia tem 24 deputados, a eleição é em fevereiro. Eu acho que a maioria dos deputados está capacitada a ser [presidente]. É uma decisão que precisa ser construída em conjunto. Eu acho que é até prematuro nesse momento. O importante é a gente estar pronto. Eu me sinto pronto.”

O peso das urnas e a aliança com Omar

A votação de Rozenha o consolidou como um dos principais nomes do PSD na Assembleia, partido do governador eleito. Na entrevista, ele fez questão de vincular sua trajetória ao projeto de Omar Aziz desde o início.

“O projeto do governador Omar, graças a Deus, a gente estava desde o início. Sempre acreditamos, sempre acreditei que o governador era a melhor opção para o Amazonas. E isso se confirma hoje. A maior votação da história de um governador.”

O deputado também destacou a responsabilidade que a votação expressiva lhe impõe. “Eu não esperava um dia ter a quantidade de votos que tive. Uma votação substancial, uma votação que aumenta a minha responsabilidade”, afirmou.

Um histórico de independência

A eventual candidatura de Rozenha à presidência da Aleam não é um movimento isolado. Em julho deste ano, durante a eleição suplementar que reconduziu Adjuto Afonso (União Brasil) à presidência da Casa, Rozenha foi um dos cinco deputados que votaram contra — ao lado de Alessandra Campelo, Wilker Barreto, Mayra Dias (todos do PSD) e Thiago Abrahim (MDB). Na ocasião, ele justificou o voto afirmando que a Assembleia não poderia se transformar em um “puxadinho” do Governo do Amazonas.

O discurso de Rozenha sempre foi pautado pela defesa da independência do Legislativo. “A pauta da Assembleia Legislativa tem que ser dos deputados. Nós não podemos pedir autorização de ninguém para seguirmos a direção que quisermos”, declarou ele na época. Agora, com a vitória de Omar Aziz, o cenário político mudou: o PSD, partido de Rozenha, passa a ocupar o Palácio Rio Negro, e a relação entre Executivo e Legislativo entra em uma nova fase.

O cenário da sucessão

Com a posse dos novos deputados em 2027, a presidência da Aleam deve ser decidida em um ambiente de maior diálogo com o Executivo. Analistas projetam um cenário favorável a Omar Aziz, com apenas uma minoria ligada ao PL compondo uma oposição formal. Nesse contexto, nomes do PSD ganham tração — e Rozenha, como um dos mais votados do partido, aparece como um dos favoritos ao lado de Wilker Barreto.

Pesa a favor de Rozenha a sua capacidade de mobilização e a proximidade com o governador eleito. Pesa contra, segundo interlocutores, a forte concentração de poder que a presidência representaria, uma vez que ele também é o principal dirigente do futebol no estado — o que já lhe garante uma vitrine capaz de “eclipsar” os demais colegas. O deputado, no entanto, evita antecipar o debate. Para ele, o momento é de trabalho e de construção coletiva.

“Culpado A, culpado B, culpado C, não. Nós temos que resolver o problema, agora unir as forças, separar as diferenças, sem egos e sem vaidades, e todos imbuídos com o mesmo espírito, que é de devolver o tom de normalidade para o povo de Manaus.”