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Polícia

“Estou com o coração destroçado”, diz pai de professor esfaqueado por aluno em Manaus

Vinicius Siqueira Figueiredo, de 23 anos, segue internado após ataque em centro de reforço escolar no bairro Nossa Senhora das Graças; adolescente de 15 anos é procurado pela polícia

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Reprodução

O pai do professor Vinicius Siqueira Figueiredo, de 23 anos, esfaqueado por um aluno durante uma aula particular na noite de quarta-feira (26), afirmou estar com o “coração destroçado” diante da violência do ataque. O jovem segue internado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona Centro-Sul de Manaus.

Em entrevista à imprensa, o pai contou que ainda não conseguiu assistir às imagens do ataque, registradas por câmeras de segurança do centro de reforço escolar localizado no bairro Nossa Senhora das Graças.

“Eu não vi as imagens ainda, não tenho coragem de ver. Como pai, meu filho é o Vinicius, é o Vini, é o meu único filho de 23 anos”, afirmou.

Segundo o pai, Vinicius dá aulas particulares de reforço há cerca de dois anos para ajudar nas despesas. Ele disse não encontrar justificativa para a violência do ataque.

“Me parece que é algo animalesco, algo que não há como explicar, não há nada que possa justificar tamanha violência e eu estou com o coração destroçado”, declarou.

O pai também afirmou que foi à delegacia para acompanhar os procedimentos e buscar a responsabilização do adolescente envolvido no ataque, que é procurado pela Polícia Civil.

“Tô aqui na delegacia porque preciso como pai adotar o que é preciso fazer dentro da lei para que esse infrator, como é chamado o menor, seja responsabilizado”, disse.

Apesar do sofrimento, o pai afirmou que a principal preocupação neste momento é a recuperação do filho. Ele contou que recebeu a confirmação de que Vinicius estava vivo enquanto o jovem era atendido no hospital.

“Quando o médico falou ‘olha, ele está vivo’, para mim foi o suficiente. Eu nem me lembrei mais de nada”, relatou.

O pai pediu ainda que as pessoas torçam pela recuperação do professor.

“Meu filho é um menino bom. É um menino que… não há necessidade pra isso, não há justificativa, não há nada”, afirmou.

A Polícia Civil investiga o ataque ocorrido durante a aula particular. O adolescente envolvido deverá responder conforme as medidas previstas na legislação para atos infracionais praticados por menores de idade.