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Trump dá prazo ao Irã e ameaça: “País pode ser tomado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”

Presidente dos EUA afirmou que usinas e pontes serão atacadas se país não fechar acordo “aceitável”.

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Presidente americano detalhou operação em discurso a republicanos, chamando-a de “brilhante”. (Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (6) que os Estados Unidos podem tomar “o Irã inteiro em apenas uma noite”.

“O Irã pode ser tomado em uma noite, e talvez seja na terça-feira à noite”, disse Trump, no início de um pronunciamento na Casa Branca.

Terça-feira (7) é o prazo dado por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde que o país foi atacado por EUA e Israel, em 28 de fevereiro.

Trump ameaçou Teerã dizendo que, caso não haja um acordo “aceitável” com o Irã, “todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira” e “todas as usinas de energias estarão demolidas”.

O presidente também afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã. “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americanos querem que a gente termine a guerra”, declarou durante um evento de Páscoa na Casa Branca.

Em conversa com jornalistas, Trump voltou a dar declarações ambíguas sobre a relação com o Irã. Primeiro, disse achar que o governo iraniano está negociando “de boa fé”. Logo depois, afirmou estar “muito chateado” com o país e que o Irã vai “pagar um grande preço por isso”.

O presidente também confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”. Mais cedo, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.

No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7). O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques podem constituir um crime de guerra.

As normas do direito internacional que regem guerra proíbem países de atacar alvos civis em casos de conflitos e estabelecem que casos do tipo podem constituir um crime de guerra, a ser julgado por um tribunal internacional.