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Tragédia na Suíça: fogo começou com vela em champanhe, e promotoria mira responsabilidade criminal
Investigadores apontam que “velas-fonte” presas a bebidas estavam muito próximas ao teto; incêndio deixou 40 mortos e mais de 100 feridos.
A tragédia, uma das mais graves do tipo no país, já contabiliza 40 mortos e mais de 100 feridos. (Reprodução)
As investigações iniciais sobre o incêndio que destruiu o subsolo de um bar em uma estação de esqui suíça indicam que o fogo pode ter começado quando “velas-fonte” — dispositivos pirotécnicos brilhantes fixados em garrafas de champanhe — foram mantidas excessivamente próximas ao teto do estabelecimento. A informação foi divulgada pela promotora local Beatrice Pilloud nesta sexta-feira (2) em coletiva de imprensa.
A tragédia, uma das mais graves do tipo no país, já contabiliza 40 mortos e mais de 100 feridos. As equipes de resgate e peritos continuam vasculhando os escombros do local, analisando imagens de câmeras de segurança e ouvindo sobreviventes para reconstituir a sequência de eventos.
Cenário reconstruído
Testemunhas relataram ter visto funcionários do bar segurando garrafas de champanhe com velas cintilantes acopladas. De acordo com Pilloud, essa linha investigativa ganhou consistência:
“Tudo sugere que o incêndio começou com as velas acesas ou ‘luzes de Bengala’ que estavam presas às garrafas de champanhe. Elas se aproximaram demais do teto. A partir daí, ocorreu uma conflagração rápida, muito rápida e generalizada.”
Proprietários e direção das investigações
Os dois proprietários do bar — um casal francês que adquiriu o estabelecimento em 2015 — já foram interrogados. As autoridades focam agora em vários aspectos, como: reformas anteriores realizadas no local, materiais de construção e revestimento utilizados, existência e adequação de sistemas de combate a incêndios, sinalização e condições das rotas de fuga e Lotação do bar no momento do incidente.
Possível responsabilização
A promotora adiantou que, confirmada a hipótese da vela como origem do incêndio, poderá ser aberta investigação criminal por incêndio culposo, homicídio por negligência e lesão corporal culposa.
“Se esse for realmente o caso e esses indivíduos ainda estiverem vivos, será aberta uma investigação contra eles”, reforçou Pilloud.
Veja os vídeos do momento do incidente:
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