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Manaus

Reintegração de posse no Santa Etelvina termina em tensão e feridos em Manaus

Quarta tentativa de negociação termina sem acordo na avenida 7 de Maio; área é destinada à construção de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida

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Reprodução

A reintegração de posse de um terreno na avenida 7 de Maio, bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus, terminou em tensão e feridos na manhã desta quarta-feira (28). A operação, que mobilizou um forte aparato policial, visava liberar uma área de aproximadamente 21 mil metros quadrados destinada à construção de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Esta foi a quarta tentativa de negociação entre as autoridades e os ocupantes, que novamente terminou sem acordo.

Feridos e assistência médica

Durante o cumprimento da determinação judicial, dois moradores ficaram feridos. Imagens registradas no local mostraram um homem sangrando enquanto era levado até uma viatura, e outro morador sendo carregado às pressas para receber os primeiros socorros. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) prestaram atendimento às vítimas.

Além dos feridos, uma mulher passou mal durante a operação e precisou ser socorrida pelos bombeiros. Não há informações detalhadas sobre o estado de saúde dela até o momento.

O aparato policial e os órgãos envolvidos

A operação mobilizou equipes da Polícia Militar, Força Tática e Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam). Máquinas também iniciaram a entrada na área para apoiar os trabalhos de desocupação. Equipes do Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e outros órgãos acompanharam a ação.

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) supervisionou o cumprimento da medida judicial. O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) também participou das ações de apoio. A empresa Âmbar Energia foi citada entre as instituições presentes no local.

O terreno e o impasse sobre as famílias

No terreno, os ocupantes construíram barracos de madeira e algumas casas de alvenaria. Segundo relatos de moradores, cerca de 300 famílias vivem na área — entre indígenas e não indígenas —, número que não foi confirmado oficialmente pelas autoridades.

De acordo com a PGM, o terreno pertence ao município e deverá ser cedido ao Governo Federal para a construção de 320 moradias vinculadas ao Minha Casa, Minha Vida. O impasse central, porém, permanece: não há definição sobre o reassentamento das famílias ou sobre a inclusão dos ocupantes em programas habitacionais.