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Carlos Alberto Parreira, técnico do tetra, está na UTI com inflamação pulmonar; ele luta contra linfoma de Hodgkin

Treinador de 83 anos respira por aparelhos no Hospital Samaritano da Barra da Tijuca. Quadro de linfoma de Hodgkin já vinha sendo tratado.

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Shaun Botterill – FIFA/FIFA via Getty Images

O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e respira por aparelhos no Hospital Samaritano da Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela unidade hospitalar na manhã desta quinta-feira (18).

O treinador do tetracampeonato mundial do Brasil, conquistado em 1994, está com um quadro de inflamação pulmonar e não tem previsão de alta, segundo o boletim médico.

Parreira e o linfoma de Hodgkin

Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático — conjunto de órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem essas células pelo corpo.

A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro, por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, capaz de se multiplicar e disseminar.

Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas (clones). Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo e, se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.

Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. O linfoma de Hodgkin costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e do tórax.

Histórico de saúde

Em 2023, Parreira já havia sido internado para tratar de um linfoma não Hodgkin, descoberto durante um check-up de rotina. Na época, ele passou por sessões de quimioterapia e apresentou boa evolução . Aos 83 anos, o ex-técnico tem enfrentado desafios de saúde nos últimos anos.

A família e os médicos acompanham o quadro de perto. Até o momento, não há informações sobre a gravidade da inflamação pulmonar nem sobre a relação direta com o linfoma.