Amazonas
“Vontade de comprar um revólver e dar tiro na cabeça desses pais”: fala de pedagoga em escola de Manaus gera revolta
Vídeo gravado por aluno da Escola Estadual Sant’Ana, no Aleixo, viralizou nas redes sociais. Pais cobram providências da Seduc, que ainda não se manifestou.
Reprodução
Um vídeo gravado por um aluno da Escola Estadual Sant’Ana, localizada no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus, viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (2) e gerou forte revolta entre pais e responsáveis. Nas imagens, uma pedagoga da unidade de ensino afirma ter vontade de “comprar um revólver e dar um tiro na cabeça” dos pais de alunos .
A gravação foi feita de forma oculta, com o celular posicionado embaixo de uma cadeira, enquanto a profissional conversava com estudantes sobre situações vivenciadas na rotina escolar . Durante a fala, a pedagoga relata o desgaste emocional provocado por conflitos com responsáveis.
“Eu tô fazendo terapia porque é tanta baboseira de pais, é tanta coisa ruim de pai, que eu tô com vontade de comprar um revólver e dar um tiro na cabeça desses pais. O aluno tá aqui errando e os pais acham que ele é um santo”, afirma a servidora no vídeo .
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Protesto em frente à escola
Após a divulgação das imagens, pais e estudantes se reuniram em frente à unidade de ensino na manhã desta terça-feira (2) para cobrar providências da direção da escola e da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc-AM) .
Durante a manifestação, também foram denunciados outros problemas estruturais na escola. Entre as reclamações estão a suposta presença de tapurus (larvas de mosca) na alimentação oferecida aos alunos, falta de água nos banheiros e condições precárias de higiene nos sanitários .
Seduc ainda não se manifestou
Até a publicação desta matéria, a Seduc-AM não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso, nem informado se haverá abertura de procedimento para apurar a conduta da servidora . A identidade da pedagoga também não foi divulgada .
O episódio segue repercutindo entre a comunidade escolar e nas redes sociais, com pais exigindo uma apuração rigorosa sobre a postura da profissional, considerada incompatível com o ambiente educacional .


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