Política
Flávio Bolsonaro visita fábrica da Honda em Manaus, defende Zona Franca e diz que inquérito sobre “Dark Horse” é “mais do mesmo”
Candidato à Presidência pelo PL cumpriu agenda no Polo Industrial e comentou investigação da PF sobre financiamento do filme
Thiago Poncio / Assessoria MC
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou, na manhã desta sexta-feira (11), a fábrica da Honda no Polo Industrial de Manaus (PIM). A agenda faz parte da passagem do parlamentar pela capital amazonense e incluiu uma entrevista coletiva na qual ele defendeu a Zona Franca de Manaus e comentou o inquérito da Polícia Federal que investiga o financiamento do filme “Dark Horse” .
Durante a visita, Flávio conheceu as instalações da montadora e acompanhou o processo produtivo. A unidade da Honda em Manaus opera na Zona Franca desde 1976 e produziu mais de 1,5 milhão de motocicletas em 2025, com cerca de 6.500 unidades fabricadas por dia .
Ver esse post no Instagram
Defesa da Zona Franca e críticas ao governo
Em declaração à imprensa, o candidato se comprometeu a manter os incentivos fiscais do modelo da Zona Franca de Manaus caso seja eleito. Segundo ele, o regime é fundamental para evitar que empresas deixem o Brasil em busca de menores custos em outros países .
“É muito importante que exista isso aqui, porque senão a saída acaba sendo para o Paraguai, como acontece hoje pelo atual governo. São tantos impostos, tanta burocracia, tantos problemas, tanto desincentivo para quem quer empreender no Brasil, já perdemos mais de 300 indústrias do Paraguai. Eu vim aqui para me comprometer com a continuidade e trazer mais prosperidade ainda para essa região, não apenas nessa parte da Zona Franca” .
Flávio também sugeriu a instalação de data centers e o uso de inteligência artificial como novos segmentos para o polo industrial, além de destacar o potencial do Amazonas na produção de fertilizantes .
Investigações da PF e pedido de transparência
Questionado sobre o inquérito da Polícia Federal que apura possíveis crimes no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou estar “muito tranquilo” e classificou a investigação como “mais do mesmo” .
“Estou tomando conhecimento agora pela manhã, com muita tranquilidade. Porque vai ser sempre mais do mesmo. Estão requentando, na verdade, uma coisa de uma decisão que já é antiga, agora, exatamente no momento em que nós ultrapassamos nas pesquisas” .
O senador negou irregularidades no financiamento e afirmou que o filme recebeu apenas patrocínio privado, sem recursos públicos .
“No filme do Bolsonaro não tem um real, não tem nada pra Flávio, tem patrocínio pra um filme privado” .
Flávio também pediu a abertura total do sigilo da investigação e criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por autorizar a operação da PF. Segundo ele, a ação representa uma tentativa de interferência política nas eleições .
“O ministro André Mendonça está certo, ele está sendo juiz. Eu queria muito que todos do Supremo fossem iguais a ele, que investiga tudo com transparência e não pesa para lado nenhum. Mas o Dino, completamente fora da competência dele, dá uma canetada… É mais do que claro que querem interferir nas eleições” .
Em maio deste ano, o Intercept Brasil divulgou áudios nos quais Flávio pede ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, um repasse de R$ 61 milhões para o fundo do filme. Vorcaro teria destinado os recursos por meio de um fundo nos Estados Unidos .
Agenda em Manaus
A visita à Honda integra a programação de Flávio Bolsonaro em Manaus, que inclui uma motociata com apoiadores pelas ruas da cidade com destino ao anfiteatro do Complexo Turístico da Ponta Negra, na zona Oeste. No local, estão previstos discursos e um ato político ao lado de lideranças do Partido Liberal, como o deputado federal Capitão Alberto Neto e o ex-senador Alfredo Nascimento .
O candidato chegou a Manaus na tarde de quinta-feira (10) e seguiu para o Tropical Hotel, empreendimento pertencente à candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair .


Faça um comentário