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Vídeo mostra devastação causada por avalanche de lama na fronteira entre Nepal e Tibete

Imagens impressionantes registram onda de lama e detritos que destruiu vilarejos, arrastou pontes e veículos; balanço mais recente aponta ao menos 335 mortos e quase 1,5 mil desaparecidos

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Reprodução

A avalanche de lama que atingiu a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete na manhã desta quarta-feira (26) deixou um rastro de destruição registrado em vídeos que circulam nas redes sociais e em veículos de imprensa. As imagens mostram uma parede de água, lama e detritos avançando por vales, destruindo vilarejos, arrastando pontes metálicas e carros como se fossem objetos leves.

O desastre foi desencadeado por uma avalanche de gelo que atingiu um rio na encosta do Himalaia, provocando uma enchente repentina de lama e rochas que se espalhou por ambos os lados da fronteira. Uma das hipóteses investigadas é que um terremoto de magnitude 4,4, detectado próximo à região horas antes, possa ter contribuído para o colapso.

Onda de destruição em vilarejos e áreas turísticas

Do lado nepalês, a enchente atingiu os distritos de Rasuwa e Nuwakot, no norte do país. Casas ficaram submersas, trechos de vilarejos foram destruídos e estradas e pontes foram levadas pela correnteza. A força da água também danificou projetos de geração de energia.

Do lado chinês, o porto de Gyirong, no Tibete, foi severamente atingido. Imagens mostram o local coberto por lama, com estradas, ligações de energia e comunicação danificadas. O deslizamento também afetou a passagem terrestre entre os dois países, interrompendo o tráfego na região.

Número de vítimas e desaparecidos

O balanço mais recente, divulgado na quinta-feira (27), aponta ao menos 335 mortos — sendo 332 no Nepal e três no Tibete. Quase 1,5 mil pessoas seguem desaparecidas, segundo autoridades dos dois países.

O Conselho de Turismo do Nepal informou que 341 viajantes estrangeiros estão entre os desaparecidos. Entre eles, oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica. O Itamaraty afirmou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Desafios para os resgates

Equipes de resgate do Nepal e da China trabalham nas áreas mais afetadas, mas enfrentam dificuldades. Helicópteros têm restrições para pousar nas regiões montanhosas devido às condições climáticas e à destruição de estradas. Mais de 500 socorristas foram mobilizados no lado chinês. O Exército nepalês informou ter resgatado 350 pessoas até o momento.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que policiais e militares participam das operações. As buscas continuam, mas a extensão total dos estragos ainda não pode ser dimensionada.