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Política

Valdemar extingue comando nacional do PL Mulher após saída de Michelle

Presidente do partido afirmou que não há nome com “tamanho” da ex-primeira-dama para substituí-la; Michelle deixou cargo em meio a crise com Flávio Bolsonaro.

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Beto Barata/ PL

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, extinguiu nesta quarta-feira (1º) o comando nacional do PL Mulher, um dia após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixar o cargo. O desligamento ocorreu em meio à crise pública com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência.

À CNN, Valdemar afirmou que decidiu acabar com o posto porque não há nomes dentro da legenda para substituir Michelle. “Já extingui hoje [o comando do PL Mulher]. Não temos ninguém com o tamanho de Michelle para substituí-la”, justificou.

Sem Michelle no comando nacional, o PL vai apostar nos diretórios femininos nos estados, estrutura montada pela ex-primeira-dama.

A saída foi comunicada a Valdemar na terça-feira (30), em meio aos atritos públicos com Flávio. Michelle divulgou na semana passada um vídeo dizendo que o enteado a “maltratou”, “desrespeitou” e “humilhou” durante divergências sobre o apoio do PL a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

Flávio pediu desculpas e disse que jamais teve intenção de magoá-la. Nesta quarta-feira (1º), ele reuniu-se com lideranças femininas para tentar aplacar o desgaste e repudiou declarações do empresário Paulo Figueiredo, que afirmou que “mulher vota muito mal”. “Completamente equivocado”, disse o senador.

Em nota, Michelle afirmou que deixou o cargo para se dedicar exclusivamente aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e da filha Laura. Agradeceu às presidentes estaduais e municipais do movimento, sem mencionar Flávio ou outros enteados.

Valdemar também se manifestou em nota, dizendo que Michelle “fez um excelente trabalho” e que sua decisão precisa ser respeitada. “As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que esse governo faz com o nosso país”, afirmou.

Michelle deixou em aberto a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. A definição precisa ocorrer até o prazo das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Ela nunca admitiu publicamente a vontade de concorrer, mas também nunca negou. Sempre disse que seu destino político está entregue a Deus e será definido com o marido.