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Amazonas

Justiça determina transferência de 14 presos após motim em delegacia de Guajará

Unidade tinha capacidade para duas celas, mas abrigava 45 detentos quando rebelião ocorreu em 12 de junho.

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Divulgação/MP-AM

A Justiça do Amazonas determinou a transferência de 14 presos da 69ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Guajará, no interior do estado, após um motim que expôs problemas de superlotação e segurança na unidade. Dez detentos já foram levados para Manaus na segunda-feira (22).

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que apontou que a delegacia, com apenas duas celas, abrigava 45 presos quando a rebelião ocorreu, no dia 12 de junho.

Durante inspeção realizada após o motim, o MP identificou danos nas celas, paredes e na cobertura do corredor da unidade. Segundo o relatório, os presos também provocaram um curto-circuito que comprometeu o fornecimento de energia elétrica e o sinal de internet da delegacia. Registros fotográficos mostraram detentos tentando acessar o telhado para alcançar a área externa, o que indicaria uma possível tentativa de fuga.

Outro ponto destacado foi a atuação de integrantes de uma facção criminosa dentro da delegacia, com relatos de entrada irregular de celulares e ameaças contra guardas municipais.

Segundo o processo, a transferência já havia sido determinada pela Justiça em maio deste ano, mas não foi cumprida após a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informar que não havia vagas disponíveis no sistema prisional da capital.

Ao analisar o caso, o juiz David Nicollas Vieira Lins concedeu liminar determinando a remoção de 14 detentos para Manaus, com multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

A rebelião envolveu cerca de 20 presos das duas celas da 69ª DIP. Segundo informações apresentadas à Justiça, a maioria dos participantes seria ligada ao Comando Vermelho (CV). Após o controle da situação, a autoridade policial solicitou a transferência dos apontados como líderes e participantes do motim.