Esportes
Galvão Bueno critica estrutura para imprensa na Copa: “Nunca vi nada tão ruim”
Recordista de 148 jogos narrados, locutor reclama de visão limitada nos estádios americanos e mira centésimo gol do Brasil.
Reprodução
O narrador Galvão Bueno, 75, voltou a criticar as condições de trabalho oferecidas à imprensa na Copa do Mundo de 2026. Em transmissão do SBT, ele afirmou que os locais destinados às cabines nos dois primeiros jogos da seleção brasileira foram os piores que encontrou em mais de cinco décadas de carreira.
“Em 14 Copas que eu fiz, esse é o pior lugar que já fiquei”, disse após a partida contra Marrocos no MetLife Stadium . No jogo contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, a reclamação foi semelhante: “Nunca imaginei que viesse fazer uma Copa, nos Estados Unidos, país número um do mundo, com essa coisa horrível que é a posição de comentários. Eu enxergava de um quarto do campo para lá. O resto, eu tinha que ver no monitor”.
O colega Everaldo Marques, da Globo, também criticou a estrutura e narrou o jogo em pé porque sentado não era possível enxergar o campo todo . Os dois primeiros estádios do Brasil pertencem a times de futebol americano, esporte cuja disposição das cabines de imprensa é diferente do futebol.
Aos 75 anos, Galvão está em sua 14ª Copa do Mundo e acaba de entrar para o Guinness World Records como o narrador com mais partidas de Mundiais no currículo: são 148 jogos narrados desde 1978 . A marca foi alcançada na partida contra o Haiti, na sexta-feira (19).
O narrador também espera alcançar outra marca histórica: o centésimo gol da seleção brasileira narrado em Copas. Faltam apenas dois. “Achei que ia sair contra o Haiti. Não saiu. Mas quem sabe agora contra a Escócia”, afirmou.
Próximo compromisso do Brasil na Copa: contra a Escócia, na quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami — também um estádio de futebol americano.


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