Política
Maria do Carmo nega buscas em endereços ligados a ela e diz que não foi intimada por autoridades
Defesa da ex-candidata ao Governo do Amazonas contesta informações sobre diligências policiais em Manaus e São Paulo e afirma que ela tomou conhecimento da denúncia pela imprensa; nota é assinada pelo advogado Sérgio Roberto Bulcão Bringel Júnior
A assessoria jurídica da ex-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair (PL), divulgou nota, nesta quinta-feira (29), na qual nega que tenham sido realizadas diligências policiais em sua residência ou em endereços a ela relacionados. A manifestação ocorre após a Polícia Civil do Amazonas deflagrar uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ex-candidata e a integrantes de sua equipe de campanha, nas cidades de Manaus e São Paulo.
De acordo com a defesa, não houve “movimentação policial, nem cumprimento de qualquer diligência” na residência de Maria do Carmo ou em locais diretamente associados a ela. A nota também afirma que a ex-candidata não foi intimada, notificada ou de qualquer forma instada por autoridade alguma a prestar esclarecimentos sobre os fatos divulgados pela imprensa. Segundo o comunicado, Maria do Carmo tomou conhecimento da denúncia por meio dos veículos de comunicação locais.
O que a defesa alega
A assessoria jurídica sustenta que a ex-candidata repudia condutas dessa natureza e ressalta que ela própria e seus familiares também foram alvos de ataques durante a campanha eleitoral. A defesa acrescenta que Maria do Carmo permanece à disposição das autoridades para colaborar com a apuração e defende que o caso seja conduzido “com responsabilidade, sem especulações ou juízos antecipados” , respeitando o devido processo legal.
O comunicado é assinado pelo advogado Sérgio Roberto Bulcão Bringel Júnior, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) sob o número 14.182 .
O contexto da operação
A operação da Polícia Civil do Amazonas, conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (29) e está relacionada à investigação sobre vídeos que associam o governador eleito Omar Aziz (PSD) a uma acusação de pedofilia e utilizam imagens de sua filha, que é menor de idade. A apuração envolve possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) .
Entre os endereços visitados em Manaus, estão um imóvel na Avenida Guilherme Paraense, bairro Adrianópolis, que constava como sendo de Maria do Carmo — no local, os policiais encontraram um escritório de advocacia —, e o Residencial Bellagio, na Rua Maceió, associado ao radialista Jefferson Coronel. Em São Paulo, a diligência alcançou um endereço ligado ao publicitário George Wilde, responsável pelo marketing da campanha.
Omar Aziz anunciou, logo após a vitória no segundo turno, que sua equipe jurídica pediria a prisão dos envolvidos com base no ECA. “O meu advogado vai entrar pedindo a prisão deles todos por descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente. Eu quero eles na cadeia” , declarou o governador eleito na ocasião.
A investigação segue em andamento. Até o momento, não houve cumprimento de mandados de prisão, e a Polícia Civil não divulgou um balanço oficial das diligências ou informações sobre materiais apreendidos.


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