Polícia
Mãe de Djidja deixa regime fechado e é recebida com toadas e mensagens de apoio em Manaus
Mãe da ex-sinhazinha Djidja Cardoso obteve progressão para o semiaberto na segunda-feira (28); ela usará tornozeleira eletrônica e deve cumprir condições impostas pela Justiça
Reprodução
A Justiça do Amazonas concedeu na segunda-feira (28) a progressão de Cleusimar Cardoso de Jesus, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, do regime fechado para o semiaberto. Nesta terça-feira (29), ela foi recebida por amigos e familiares em um salão no bairro Parque 10, zona Centro-Sul da capital.
O encontro teve música, mensagens de apoio e toadas dos dois bois-bumbás de Parintins. Cartazes espalhados pelo local traziam frases como “o amor liberta” e votos de paz e luz para a nova etapa. A recepção havia sido planejada como um momento reservado, mas informações sobre a homenagem circularam em grupos de WhatsApp.
A progressão de regime impõe condições judiciais. Cleusimar deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir as demais determinações estabelecidas pela Justiça. Ela deixa o regime fechado, mas permanece vinculada ao processo.
Cleusimar foi condenada em julho deste ano ao lado do filho Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, e de outras pessoas investigadas. Segundo a sentença, o grupo estaria envolvido com distribuição e consumo de cetamina em Manaus. As investigações também relacionaram o caso à seita “Pai, Mãe, Vida”. Na decisão, Cleusimar foi apontada como uma das principais lideranças do grupo, enquanto Ademar foi descrito como executor de ações.
Djidja Cardoso morreu em 2024, e o caso gerou uma investigação que envolveu familiares e pessoas próximas à artista. A apuração policial também investigou o uso de cetamina e outras substâncias, além das atividades atribuídas ao grupo.
A recepção desta terça-feira marca o início de uma nova fase para Cleusimar, que agora cumprirá o regime semiaberto sob monitoramento eletrônico e as condições fixadas pela Justiça.


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