Política
Omar Aziz apresenta parecer favorável à PEC do fim da escala 6×1 e rejeita emendas para acelerar votação
Aziz manteve texto da Câmara para evitar retorno da proposta aos deputados; CCJ deve votar na próxima quarta-feira (2).
Ariel Costa
O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC 221/2019 na CCJ do Senado, protocolou nesta quinta-feira (27) parecer favorável ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Para acelerar a tramitação, Aziz rejeitou todas as 12 emendas apresentadas por colegas.
O relator afirmou que as emendas descaracterizavam o projeto, eram inconstitucionais ou geravam insegurança jurídica. Entre as propostas barradas estavam a manutenção das 44 horas (senador Izalci Lucas, PL-DF), regimes de exceção para setores específicos (senadores Hermes Klann, PL-SC, e Oriovisto Guimarães, PSDB-PR), e a extensão do cronograma de transição de 14 meses para quatro anos.
“Nenhuma das doze emendas corrige vício, supre lacuna ou aperfeiçoa o texto vindo da Câmara”, resumiu Aziz no relatório. Com a rejeição, o texto segue idêntico ao aprovado na Câmara em maio, com 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
O que prevê o texto da PEC:
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Dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um preferencialmente aos domingos;
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Salário não poderá ser reduzido;
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Redução escalonada: após dois meses da promulgação, jornada máxima cai para 42 horas; após um ano, para 40 horas;
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Exceção para trabalhadores com diploma de nível superior e salário igual ou superior a 2,5 vezes o teto do INSS;
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Previsão de lei complementar para mitigar impactos em micro e pequenas empresas.
O parecer de Omar Aziz será analisado pela CCJ na próxima quarta-feira (2), durante o esforço concentrado do Congresso antes das eleições. Se aprovado na comissão e mantido o texto sem alterações, a PEC poderá seguir para votação em dois turnos no plenário do Senado, onde precisa de pelo menos 49 votos favoráveis. Caso os senadores aprovem o texto como veio da Câmara, a proposta poderá ser promulgada diretamente, sem necessidade de nova análise pelos deputados.


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