Polícia
Polícia confirma que vítimas foram mortas a golpes de arma branca em chacina no São Jorge
De acordo com o delegado Rodrigo Azevedo, o ataque teria sido direcionado contra a família
Reprodução
A Polícia Civil confirmou, nesta segunda-feira (17), que as vítimas da chacina no bairro São Jorge, na zona Oeste de Manaus, foram mortas a golpes de arma branca. O delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), afirmou que todos os corpos apresentavam ferimentos causados por instrumento perfurocortante, mas que ainda não é possível determinar se o objeto utilizado foi uma faca, um terçado ou outro similar.
“Nós temos duas vítimas de sexo masculino, uma vítima fatal de sexo feminino e uma socorrida do sexo feminino. Todas elas vítimas de agressão por arma branca, perfurocortante. Não sabemos ainda se faca ou outra arma”, explicou o delegado.
Entre os mortos estão Francisco das Chagas Moraes Santão, de 81 anos, e a filha dele, Isabella Coelho Moraes, de 29 anos. A identidade do terceiro homem morto ainda não foi divulgada. Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, também estava no imóvel e foi encontrada com vida. Ela recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada para uma unidade de saúde.
De acordo com o delegado Rodrigo Azevedo, o ataque teria sido direcionado contra a família. “Foi uma agressão direcionada. Dois corpos estavam em um quarto e um no corredor. Todos são aparentados, mas não podemos divulgar mais informações para não atrapalhar as investigações”, afirmou.
A Polícia Militar foi acionada após uma pessoa encontrar as vítimas no imóvel. Segundo o subtenente D. Nunes, os policiais encontraram três pessoas já sem vida e uma quarta vítima ferida. “Nos deparamos com uma situação de três pessoas já em óbito e uma pessoa ainda com vida. Acionamos o Samu, prestamos o socorro, a pessoa foi levada para ser atendida”, relatou.
Isabella Coelho Moraes não morava no imóvel. Conforme as informações preliminares, ela teria passado a noite na casa do pai e estava na residência no momento do ataque.
As investigações iniciais indicam que várias pessoas participaram do ataque, embora a Polícia Civil ainda não tenha determinado quantos envolvidos estiveram no local.
Equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) iniciaram as diligências para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime. Testemunhas estão sendo ouvidas e informações coletadas no local devem auxiliar na identificação dos envolvidos.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a motivação do ataque nem a identidade de possíveis suspeitos. O caso segue sob investigação da DEHS.


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