Mundo
EUA detalham plano em 3 etapas para controlar petróleo e “reestruturar” a Venezuela após captura de Maduro
Secretário de Estado Marco Rubio afirma que EUA extrairão até 50 milhões de barris, venderão o óleo e controlarão recursos para “beneficiar o povo venezuelano”.
(Kevin Dietsch/Getty Images)
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, detalhou nesta quarta-feira (7) a estratégia norte-americana para reestruturar a economia e a política da Venezuela após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. Em entrevista no Congresso dos EUA, Rubio descreveu um processo em três etapas que inclui controle da produção petrolífera, abertura comercial e transição política.
As três etapas do plano
-
Estabilização: “Vamos extrair entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo. Nós vamos vendê-lo no mercado. Esse dinheiro será controlado de uma forma que beneficie as pessoas venezuelanas, não a corrupção”, afirmou Rubio.
-
Recuperação: “Garantir que americanos, o Ocidente e outras empresas tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”, além de promover “amnistia e libertação” de opositores políticos.
-
Transição: Estabelecimento de um processo de transição democrática, com eventual realização de novas eleições.
Disputa pelo poder
Enquanto a presidente interina Delcy Rodríguez afirma que permanecerá no cargo por 90 dias conforme a Constituição venezuelana, o presidente Donald Trump já declarou que a Venezuela está sob administração dos EUA. Rubio sinalizou que Washington negocia com Rodríguez para evitar uma nova operação militar, desde que haja cooperação com os planos norte-americanos.
Contexto
A intervenção dos EUA ocorre após a captura de Maduro no último sábado (3) e sua transferência para os Estados Unidos, onde responde a acusações de narcotráfico. O plano revelado por Rubio explicita a intenção de controlar as reservas petrolíferas venezuelanas e redesenhar o cenário político do país, em uma movimentação que deve gerar tensões diplomáticas com aliados de Caracas, como Rússia e China.


Faça um comentário