Manaus
Tarifas dos EUA preocupam indústrias do AM, apesar de baixa dependência do mercado americano
A medida, assinada por Donald Trump sob a justificação de segurança nacional, pode afetar setores estratégicos do Polo Industrial de Manaus (PIM), como motocicletas e termoplásticos
Divulgação
O aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, que entra em vigor nesta quarta-feira (6), tem sido acompanhado com atenção pelas indústrias do Amazonas. A medida, assinada por Donald Trump sob a justificação de segurança nacional, pode afetar setores estratégicos do Polo Industrial de Manaus (PIM), como motocicletas e termoplásticos.
Impacto limitado, mas preocupações estratégicas
Embora o Amazonas tenha baixa dependência do mercado norte-americano, a medida pode gerar consequências:
- Exportações: Apenas 1,5% da produção da Zona Franca de Manaus é destinada aos EUA, mas setores como motocicletas e máquinas de escritório serão taxados.
- PIB estadual: A CNI estima uma possível retração de R$ 1,145 bilhão (0,67% do PIB do Amazonas).
- Importações: Preocupa a possível escassez de insumos, já que 8,7% das importações do PIM vêm dos EUA, incluindo polímeros essenciais para termoplásticos (US$ 600 milhões em 2024).
Setores mais afetados
Três dos seis principais produtos exportados pelo Amazonas estão na lista de tarifação: Motocicletas, Máquinas e aparelhos de escritório e Rodas dentadas.
Efeitos em cadeia e oportunidades
Além do impacto direto, especialistas alertam para a redução do consumo nacional se outros estados forem mais afetados, prejudicando vendas internas e a reorganização da cadeia produtiva, que pode levar tempo para se adaptar a novos fornecedores.
Por outro lado, a Zona Franca de Manaus pode se tornar mais atrativa para empresas que buscam acesso ao mercado americano com menores custos logísticos.


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